Características do Cristianismo que se Movimenta

Como essa multiplicação irá se expressar onde estamos?

Como podemos ver no mundo um surgimento o nascimento de um movimento de Igreja?

O movimento de multiplicação se dá quando a Igreja se multiplica com um aumento de 50% do número de convertidos. Esse crescimento vem pelo acréscimo de novos convertidos até a terceira geração de igreja.

Para começar com um movimento de multiplicação de igrejas é preciso começar multiplicando tudo.

Precisamos criar uma cultura no meio da igreja de multiplicação essa é uma ideia dos Wesley.

Tudo tem de multiplicar: discípulos, grupos, ministérios, igrejas.

Como começamos?

  • Precisamos ser pessoalmente um exemplo de multiplicação, precisamos ter filhos espirituais. Aqueles que são líderes e pastores precisam dizer eu vou multiplicar.
  • Movimentos acontecem quando igrejas plantam igrejas, que plantam igrejas.
  • Outras coisas se querem observar o que é um movimento é convidar plantadores de igrejas para participar do movimento.  Isso é um pouco “arriscado”, pois os plantadores de igreja são pessoas difíceis de lidar. Quando as pessoas decidem não fazer parte de uma igreja estabelecida, mas querem ser pioneiros em algo novo geralmente existe alguma coisa errada com eles. Existe uma motivação nessas pessoas para começar uma coisa nova. Eles tem características como empreendedor, criativo que não pensa segundo os padrões estabelecidos. Não deveríamos nos ofender ou ficar surpresos de que o plantador de igrejas é diferente de outros pastores.
  • Quando os discípulos ouviram o ide de Jesus eles foram e plantaram igrejas. Quando queremos interpretar um texto bíblico temos de perguntar o que ele representa para o primeiro público de ouvintes.

Falando sobre ser missional: Se queremos nos chamar de missionais temos de pensar em nos envolver em 3 coisas:

Servir localmente, plantar em uma região mais ampla e adotar por todo planeta aquelas pessoas que não foram alcançadas pelo evangelho. Toda igreja pode participar dessa ação multifacetada da missão de Deus

Voltando a plantação de igrejas:

  • Precisamos plantar por multiplicação e não pelo financiamento, não podemos comprar nossa entrada no movimento de multiplicação de igreja, o dinheiro acaba “atrapalhando” a missão, pois o dinheiro acaba criando uma expectativa que aja mais dinheiro.
  • Tudo que existe na igreja deve já nascer grávido.
  • Abrir novos caminhos ( se queremos mais temos de abrir mais estradas)
  • Leigos plantando igrejas, pessoas de outros grupos étnicos plantando igrejas, pastores que trabalham em um emprego “secular” plantando igrejas.
  • Paulo impôs as mãos designou líderes muito mais cedo do que nós estamos dispostos a fazer. Temos de avaliar se vamos usar os métodos missionários de Paulo ou os nossos.
  • Por último, para fazermos tudo isso temos de superar o medo. Superar o medo de liberar pessoas das nossas igrejas para missões, superar o medo de que se levantarmos lideres muito cedo eles vão nos abandonar. Vencemos esses medos não fingindo que eles não existem, mas criando sistemas para apoiar nossos lideres hoje e no futuro.

Que o nome e a reputação de Jesus seja conhecido amplamente.

Obs: anotações da terceira palestra de Ed Stetzer  na conferência Atos 29.

Pedro Quintanilha ><>

Mudança de Paradigma

Falamos muito sobre missão, mas o que significa missão?

Não é tanto o caso de que nossa igreja tenha uma missão, mas a missão de Deus tem ou detém a nossa igreja.

Não vamos falar de um plano para realizar uma missão e sim entrar em parceria com Jesus na missão que já é dele.

A muitos estudos bíblicos que analisam os atributos de Deus. Deus é misericordioso, santo e justo, porém existe uma coisa que não ouvimos como Deus pela sua própria natureza é um ser que envia.  Deus envia pessoas para diferentes lugares no antigo testamento estamos cheios desses exemplos, Abraão, Jacó, José, Moisés, Isaías…

A grande paixão da igreja deveria ser engajar-se com Deus em sua missão.

Por isso falaremos sobre algumas transições (mudanças) que precisam acontecer conosco.

A mudança é um fenômeno que sempre vai acontecer, geralmente ela está fora do nosso controle.

Toda Igreja precisa se perguntar: Onde estou? Em que momento eu estou?

Uma das perguntas que um plantador de igrejas faz é: Em que ano (tempo) estamos como Igreja?

Parece estranho, mas toda igreja escolhe viver em uma era. Será que o tempo que a Igreja escolheu viver está alinhado com o tempo que a cultura ao redor está vivendo?

Oito pontos de mudança para que possamos viver como um povo enviado por Deus hoje:

1 – Mudança dos programas para os processos;

Muitas vezes importamos programas para igreja, mas nem todos os programas funcionam sempre.  Mais importante q isso é se engajar em processos.

A Igreja é um corpo e ele tem processos e sistemas que o fazem manter vivo. Quando um dos nossos sistemas não funciona bem há um impacto em todo corpo. A Igreja é um corpo com sistemas ou processos. Precisamos criar processos para alcançar pessoas para Deus através de entender as pessoas que queremos alcançar.

É um erro importarmos uma cultura de fora e chamarmos de missão.

Temos de ser capazes de ouvir o que está por trás dos modelos que estão funcionando e não importar o modelo.

Os propósitos são universais, mas os processos são diferentes de lugar para lugar.

Toda parte é influenciada por outra parte do corpo.

O programa em si não é a resposta, eles podem ser ferramentas.

A importação de programas está fadada ao fracasso, mas existem exceções é quando a igreja local já é um corpo saudável.

Quais são os sistemas necessários, usar as ferramentas em prol desses sistemas.

2 – Mudemos de perfil demográfico para uma capacidade de discernir;

Os brasileiros não vão ser alcançados de uma única forma.

O segmento do público que queremos alcançar não é a resposta, precisamos discernir a comunidade que Deus está nos enviando.

Temos de entender o que Deus já está falando, saber as perguntas das pessoas, ajudar essas pessoas.

Precisamos entender o modo de pensar da pessoa a qual queremos alcançar.

Parte do problema é a maneira como enxergamos o mundo.

As pessoas podem viver perto de nós, mas elas podem pensar e viver bem diferente de nós.

3- Transição de modelos para missões;

É fácil copiar os modelos de outras pessoas pois queremos copiar os sucessos de outras pessoas.

Como podemos aprender de outras pessoas sem copiar o que eles fazem, ao invés de importar estilos e modelos mais pastores devem fazer as perguntas que muitos missionários estão fazendo.

Que estilo de música / adoração ajudará este grupo a adorar em espírito e verdade?

Que métodos de evangelismo eu poderia usar para alcançar o maior número de pessoas sem comprometer o evangelho?

Qual estrutura é melhor para alcançar quem desejamos?

Como essa igreja pode ser um missionário nessa comunidade?

4 –Transição do atracional para o encarnacional;

Atracional = A ideia de que se temos um bom programa as pessoas vão vir e vamos ensinar os irmãos a convidar os amigos para vir.

Temos nos focado há décadas no “celeiro” local onde nos reunimos, a colheita ainda não está vindo para o celeiro.

Nosso papel é representar Cristo no campo da colheita.

A igreja encarnacional se importa mais com a colheita do que com o celeiro.

Nossa igreja deve ter crenças comum mas devem ter manifestações diferentes dessas crenças dependendo da cultura onde ela está inserida.

Deus usou a megaigreja para alcançar a Coreia e usou a igreja nas casas para alcançar a China devemos segurar nossos modelos com a mão aberta mas segurar Jesus com a mão bem fechada.

A resposta não que todos pareçamos da mesma forma, mas que todos estejamos buscando o mesmo alvo, que é glorificar a Deus sendo uma expressão local da igreja onde nós estamos.

A resposta não é uniformizar nossas igreja é termos todos buscando o mesmo alvo.

5- Mudança do profissional para o apaixonado;

O que nos impede de nos engajar na missão de Deus é quando pensamos que os verdadeiros ministros são os que fizeram seminários.

No novo testamento todos são chamados para ser ministro.

Todos no grego significa todos.

Quando a bíblia diz todos e nós vivemos como alguns, tem alguma coisa errada.

Todos são chamados para o ministério.

Todos são enviados em missão.

A pergunta é para onde e para quais pessoas?

Uma das grandes mentiras é que apenas uma classe de pessoas foi chamada para o ministério.

Existe um líder especial e somente ele pode fazer missão, só ele sabe da palavra.

6 – De sentados para sermos enviados;

Nossa preocupação é o impacto de crescimento no Reino de Deus.

Se a cada ano nossa igreja plantar uma igreja e aquelas igreja plantadas plantarem outras a cada ano teremos muito mais pessoas em todas aquelas igrejas do que somente em uma.

Nós não medimos a grandeza de uma igreja pela quantidade de pessoas sentadas nos bancos mas na quantidade de pessoas que conseguimos enviar para fora para começar novas igrejas e ampliar o impacto do Reino de Deus.

Capacitar e Liberar.

“Todo cristão é ou um missionário ou um impostor.” C.H. Spurgeon.

7 –  De convertidos para discípulos;

Não tem como separar evangelismo de discipulado.

8 – Mudança do adicional para o exponencial (da adição para multiplicação);

Um dos sinais de algo que está vivo e que ele se reproduz.

Temos tido pouca adição e menos ainda de multiplicação.

A matemática de Deus é diferente da nossa.

Será que a nossa igreja estará contada com a igreja de Deus que está em missão no mundo.

Que a nossa oração seja:

Senhor envia-nos a todos, mas que comece por mim.

Obs: anotações da segunda palestra de Ed Stetzer  na conferência Atos 29.

Pedro H. M. Quintanilha ><>