Francis Chan – Repensando a Igreja

Francis Chan é um pastor na California que deu uma guinada em seu ministério e lançou um movimento de discipulado nos EUA chamado “Multiply” (Multiplicar). Seu lema é: “se você tivesse sido criado em uma ilha deserta e a única referência que tivesse da Igreja fosse o Novo Testamento, você reconheceria a Igreja moderna?”

Saiba mais em: http://wearechurch.com/

 

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Igreja nas Casas ou Casa uma Igreja?

Igreja nas Casas

Quando descobri que Igreja não era um prédio isso mudou minha vida, já era um dito cristão, mas vivia uma vida sem compromisso com Deus e o evangelho. Não só pela falta de entendimento, mas por falta de vergonha na cara mesmo. Claro que a falta de entendimento também nos leva a uma falta de responsabilidade.

O que mudou então quando entendi que pessoas eram a igreja e não um prédio? Digo que tudo mudou, pois agora o lugar sagrado não é aquele que frequentamos domingo, mas sim nossas vidas, santo não é o “santuário”, mas eu. Agora tenho necessidade de ter reverência demonstrada na minha vida, não só me comportar bem em uma reunião.

Outra questão importante foi quando comecei a ler as escrituras e alguns livros e ver que as reuniões da Igreja não precisavam ficar limitadas a um dia da semana em um lugar especial. Assim com os primeiros discípulos a igreja poderia se reunir publicamente e de casa em casa.

Isso foi fantástico igreja em uma casa, pessoas que compartilham da mesma fé juntas e buscando ao seu Deus em suas casas, abrindo seus corações, orando por questões comuns, desfrutando de uma amizade verdadeira que não está limitada a um dia da semana, aprendendo a criar seus filhos, lidar com suas fraquezas, podendo demonstrar quem são de verdade, sem capa de religiosidade, que maravilha.

Aí vem a primeira decepção, começo a perceber que muitos irmãos que se dizem igreja não vivem como igreja e tratam o lugar de reunião como igreja, mesmo sem dizer que aquele lugar é igreja.

Então vem a segunda decepção mais irmãos que levam para as casas o mesmo protocolo de um culto convencional só que substitui a oferta pelo lanche no final. O resto é tudo igual.

Não sei se dá vontade de rir ou chorar…

Graças a Deus pela sua misericórdia que nos suporta e nos ensina cada dia a nos parecer mais com seu filho Jesus, igreja nas casas, igreja tradicional, igreja orgânica, igreja emergente, igreja missional, igreja comunidade, sem nome, com nome, denominação, movimento, blá blá blá.

Tenho chegado à conclusão de que o que importa mesmo é o cumprimento da missão ser e fazer discípulos.

Cumprir o propósito eterno de Deus de sermos uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus para glória de Deus. Discipular e transformar as nações tocando e influenciando cada aspecto de nossa sociedade com o evangelho do Reino.

Porque dele, por meio dele, Para ele são todas as coisas.

Que possamos nos abrir para que o Espírito Santo e nossos irmãos cooperem para transformar nossa essência por que a forma, na boa, pouco importa. O que importa realmente é o conteúdo, acredito que o conteúdo molda nossa forma e não o contrário. Uma questão em relação à forma, acredito que ela precisa ser flexível bastante para não impedir o avanço do Reino.

Tire suas próprias conclusões.

No amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

Livro – Igreja Orgânica

Livro Igreja Orgânica de Neil Cole.O livro Igreja Ogânica Neil Cole faz uma chamada de volta às raízes da igreja. Ele nos ajuda a refletir sobre a visão muitas vezes distorcida da igreja convencional e sobre alguns estereótipos que a afastam do projeto de Jesus para ela.Conquanto o livro, às vezes, pareça quebrar alguns paradigmas, é impossível não ser impactado com algumas verdades bíblicas que ele resgata, tão esquecidas por muitos cristãos e igrejas de hoje, e pela fecundidade de idéias e figuras tão belamente exploradas e compartilhadas pelo autor, o que faz da leitura de seu livro um refrigério para a mente e o espírito.

“Este livro é profundo, prático e prazeroso de ler. Ele nos propõe idéias novas e nos leva a um lugar onde podemos ver o Reino de Deus se espalhar pelo mundo em nossa geração. Esta obra chegou no momento Certo” John C. Maxwell

Nota do Pedro: Este livro cristão nos faz pensar, e repensar a prática da Igreja que somos. Ele nos mostra parâmetros e moldes que abrem os olhos para a realidade da Igreja dentro de uma nova perspectiva de estrutura mais flexível, dinâmica, menos burocrática. Genial. Um livro que marcou muito minha vida tenho buscado viver essa realidade de igreja como um organismo vivo, essa igreja orgânica que nada mais é do que a própria igreja que foi iniciada por Jesus o Cristo. Recomendo. Nota 4.

Para ver mais dicas de leitura clique aqui.

No amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

Igreja 3.0

Neste video Neil Cole escritor do livro Igreja Orgânica, nos chama atenção para necessidade de atualizarmos o sistema operacional da Igreja. Como ele mesmo fala no video, não devemos voltar ao que era a primeira igreja. Precisamos avançar resgatando a essência e aprendendo com os 2000 anos de vitórias e derrotas.

No amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

15 Teses Sobre a Reencarnação da Igreja

500 anos depois do alemão Martinho Lutero ter lançado suas polêmicas 95 teses e ser usado como um dos catalizadores da Reforma Protestante, a Alemanha se tornou um país dominado pelo secularismo. Mas, ao que parece, o Espírito da Reforma continua vivo naquela nação. Depois de cinco séculos, Deus está usando um alemão novamente para ventilar ares frescos de Reforma na Igreja. No artigo a seguir, Wolfgang Simson lança suas “15 Teses para a Reencarnação da Igreja”, redefinindo de forma precisa a mudança de paradigmas que Deus está promovendo na Igreja contemporânea. Ecclesia semper reformanda est!

Deus transforma a igreja e isso, por sua vez, transformará o mundo. Milhões de cristãos em todo o mundo sentem que uma nova e surpreendente Reforma está se aproximando. Afirmam: “A igreja como a conhecemos impede uma igreja como Deus a quer”. É admirável o grande número de cristãos que parece perceber que Deus está tentando dizer-lhes a mesma coisa. Desse modo forma-se uma nova consciência coletiva para uma revelação existente há milênios, um eco espiritual coletivo.

Estou convicto de que as 15 teses a seguir reproduzem uma parcela daquilo que “o Espírito diz hoje às igrejas”. Para alguns isso será apenas uma pequena nuvem no horizonte de Elias. Outros já se encontram no meio da chuva.

1. Cristianismo como estilo de vida, não como sucessão de eventos religiosos

Bem antes de serem chamados de cristãos dava-se aos seguidores de Jesus Cristo o nome de “o Caminho”. Um dos motivos era que eles literalmente haviam encontrado o caminho de como se vive. O cerne da igreja cristã não é apropriadamente espelhado por uma série de eventos religiosos em recintos eclesiásticos reservados especialmente para encontros com Deus, oferecidos por clérigos profissionais. Pelo contrário, está em questão o estilo de vida profético dos seguidores de Jesus Cristo no dia-a-dia, que como famílias extensas espiritualmente ampliadas respondem a perguntas formuladas pela sociedade – justamente no local em que isso é mais decisivo: em casa.

2. Mudar o sistema das “Categogas”

Depois da época de Constantino Magno, no século IV, as Igrejas Ortodoxa e Católica desenvolveram e sancionaram um sistema religioso que consistia de um templo “cristão” (a catedral) e de um padrão básico de culto que imitava a sinagoga judaica. Dessa maneira, um sistema religioso não expressamente revelado por Deus, a “categoga”, uma mescla de catedral e sinagoga, tornou-se a matriz dos cultos de todas as épocas subseqüentes. Tingido como um acervo gentílico de pensamentos helenistas que, p.ex., faz separação entre o sagrado e o secular, o conceito das categogas recebeu uma função de “buraco negro”, que suga pela raiz praticamente todas as energias de transformação social da igreja e que por séculos deixou o cristianismo absorto em si próprio.

É verdade que Lutero reformou o conteúdo do evangelho, mas é notório que ele deixou as estruturas e formas exteriores da “igreja” intactas. As comunidades livres libertaram do Estado esse sistema eclesiástico, os batistas o batizaram, os quacres o drenaram, o Exército da Salvação o enfiou num uniforme, os pentecostais o ungiram e os carismáticos o renovaram, porém até hoje ninguém realmente o transformou. É precisamente essa hora que chegou agora.

3. A Terceira Reforma

Por ter redescoberto o evangelho da redenção “somente pela graça mediante a fé”, Lutero desencadeou uma Reforma – uma reforma da teologia. A partir do final do século XVII, movimentos de renovação como o Pietismo descobriram novamente o relacionamento pessoal do indivíduo com Deus. Isso levou a uma reforma da espiritualidade, a segunda Reforma. Agora Deus está avançando mais um passo, ao mexer com as formas básicas do ser igreja. Dessa forma ele desencadeia uma terceira Reforma, uma reforma das estruturas.

4. De casas que são igreja para Igreja nas Casas

Desde os tempos do Novo Testamento não existe mais algo como a “casa de Deus”. Deus não vive em templos erguidos por mãos humanas. É o povo de Deus que constitui a igreja. Por essa razão a igreja está em casa no exato lugar em que as pessoas estão em casa: nos lares. É ali que os seguidores de Cristo partilham a vida no poder do Espírito de Deus, tomam refeições em conjunto e muitas vezes nem mesmo hesitam vender propriedade particular, repartindo as bênçãos materiais e espirituais com outras pessoas. Instruem-se sobre como se inserir melhor, enquanto ser humanos, nas leis espirituais constitutivas de Deus em meio à vida prática – e justamente não por meio de palestras professorais, mas de modo dinâmico, no estilo de pergunta e resposta. É ali que oram, batizam e profetizam uns aos outros. É ali que podem deixar cair a máscara e até confessar pecados, porque conquistam uma nova identidade coletiva pelo fato de se amarem mutuamente, apesar de se conhecerem e constantemente tornarem a se perdoar e se aceitar.

5. Primeiro a Igreja tem que encolher antes de crescer

A maioria das igrejas cristãs simplesmente é grande demais para realmente proporcionar espaço para a comunhão. Foi assim que se tornaram “comunidades sem comunhão”. As comunidades eclesiais do Novo Testamento eram invariavelmente grupos pequenos, com cerca de 15 a 20 pessoas. O crescimento não acontecia pelo inchaço aditivo, formando comunidades eclesiásticas grandes, estacionárias e que lotavam catedrais com 20 a 300 pessoas, mas pelo crescimento multiplicativo da amplitude, apresentando características de um movimento. As igrejas nos lares se subdividiam quando tinham atingido o limite orgânico de cerca de 15 a 20 pessoas. Esse crescimento multiplicativo pela base possibilitou aos cristãos que também se congregassem para reuniões celebrativas que abrangiam a cidade toda, como, p.ex., nos salões do Templo em Jerusalém.

Em comparação com isso, a congregação cristã típica de hoje é um triste meio-termo: estatisticamente ela não é mais uma igreja no lar, mas tampouco já é um evento celebrativo. Dessa maneira, ela perde duas dinâmicas imaginadas pelo seu Inventor: a atmosfera dinâmica e relacional e o mega-evento eletrizante com efeito de sucção.

6. Do sistema de um pastor único para a estrutura de equipe

Igrejas nos lares não são conduzidas, p.ex., por um pastor, mas acompanhadas por um presbítero e por um dono de casa sábio e atento à realidade. As igrejas nos lares são interligadas em rede, formando movimentos, pela conexão orgânica dos presbíteros com o assim chamado ministério quíntuplo (apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres), que circula “de casa em casa” pelas igrejas, como um saudável sistema de circulação sangüínea. Nessa atividade as pessoas com dons apostólicos e proféticos (Ef 4.11,12; 2.20) desempenham um papel fundamental.
Sem dúvida os pastores são uma parte importante de toda a equipe, porém não podem ser mais que um fragmento dela, “para capacitar os santos para o serviço”. Seu ministério precisa ser complementado pelos outros quatro ministérios, do contrário as igrejas não apenas sofrem de enfermidades de carência espiritual, devido à dieta unilateral, mas igualmente os próprios pastores não conseguem mover nada, ficando impedidos de se realizar em sua vocação.

7. As peças certas – montadas erroneamente

Num quebra-cabeça é essencial que as peças sejam montadas de acordo com o modelo certo, do contrário não apenas fica incorreto o quadro inteiro, mas também as diversas peças não fazem sentido. No cristianismo temos todas as peças à disposição, mas por tradição, lógica de poder e zelo religioso quase sempre as montamos erroneamente. Assim como existe H2O nos três estados de agregação (gelo, água e vapor) também os dons de serviço (Ef 4.11,12), como, p.ex., o do pastor, ocorrem de três formas, porém muitas vezes na forma errada no lugar errado. Eles congelaram como pedras por meio do clericalismo eclesiástico, correm como água límpida ou ainda evaporam na falta de compromisso.
Assim como a melhor coisa é regar flores com água, também os cinco ministérios que fomentam a igreja (apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres) têm de reencontrar formas novas – e muito antigas – na igreja, para que o sistema todo comece a florescer e cada pessoa encontre um lugar apropriado no todo. Por isso a igreja não pode nem deve voltar atrás na História, porém precisa retornar à matriz original.

8. Das mãos dos burocratas eclesiásticos ao sacerdócio de todos os que crêem

As igrejas do Novo Testamento nunca foram dirigidas por um “homem santo” ou “senhor pastor”, que se encontra numa ligação especial com Deus em substituição a outros e que regularmente alimenta consumidores relativamente passivos na fé, como se fosse um Moisés do Novo Testamento. O cristianismo assumiu das religiões gentílicas – ou, na melhor das hipóteses, do judaísmo – a categoria dos sacerdotes como um espaço amortecedor de mediação entre Deus e o ser humano.

Desde os dias de Constantino Magno a rigorosa profissionalização da igreja já pesou tempo suficiente como maldição sobre a igreja, subdividindo artificialmente o povo de Deus em leigos infantilizados e clero profissional. Conforme o Novo Testamento, há “um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus” (1 Tm 2.5). Deus retém sua bênção quando profissionais da religião se imiscuem entre ele e o povo. O véu do Templo foi rasgado e Deus possibilita a todas as pessoas terem acesso a ele diretamente por meio de Jesus Cristo, o único Caminho e Advogado. Já não precisam manter contato com ele de forma mediada e indireta através do representante de uma casta religiosa. A fim de transportar para a prática o “sacerdócio de todos os que crêem”, que entrementes já foi impetrado há 500 anos pela primeira Reforma, o atual sistema de uma igreja profissionalizada e burocratizada terá de ser transformado radicalmente – ou afundará na irrelevância religiosa.

A burocracia é a mais diabólica de todas as formas de administração, porque no fundo levanta apenas duas perguntas: sim ou não. Nela dificilmente há espaço para a espontaneidade, a humanidade e a vida genuína cheia de variações. Essa forma estrutural pode ser adequada a empreendimentos políticos ou econômicos, porém não ao cristianismo. Deus parece estar em vias de libertar seu povo do cativeiro babilônico de burocratas eclesiásticos e de pessoas no exercício do poder religioso, bem como tornar a igreja novamente um bem comum. Faz isso ao colocá-la nas mãos de pessoas simples, chamadas por Deus para algo extraordinário e que, como nos dias de outrora, talvez ainda estejam cheirando a peixe, perfume ou revolução.

9. Das formas organizadas para as formas orgânicas de cristianismo

O “corpo de Cristo” é linguagem figurada para um ente profundamente orgânico e não para um mecanismo organizado. Localmente a igreja consiste de uma pluralidade de famílias espirituais extensas, que estão organicamente interligadas em uma rede. A maneira como cada igreja está ligada à outra constitui uma parte integrante da mensagem do todo. De um máximo de organização com um mínimo de organismo é preciso passar novamente para um mínimo de organização com um máximo de organismo. Até aqui o excesso de organização muitas vezes sufocou o organismo “corpo de Cristo” como uma camisa-de-força – por medo de que algo pudesse dar errado. Contudo, medo é o oposto da fé, não representando exatamente uma virtude cristã sobre a qual Deus desejasse edificar sua igreja. O medo visa controlar – a fé sabe confiar. Por isso, controlar pode ser bom, mas confiar é melhor.

O corpo de Cristo foi confiado por Deus às mãos fiéis de pessoas que possuem um dom carismático especial: são capazes de crer que Deus ainda mantém o controle da situação quando elas próprias já o perderam há tempo. Sem dúvida o ecumenismo político e as hierarquias denominacionais tiveram sua chance de mostrar resultados no passado, mas não obtiveram êxito. Hoje é necessário criar redes regionais e nacionais que se baseiam sobre a confiança, para que formas orgânicas de cristianismo possam ser novamente desenvolvidas.

10. Cristãos adoram a Deus, não a seus cultos

Visto de fora, o cristianismo se apresenta do seguinte modo para muitas pessoas: pessoas santas dirigem-se, numa hora santa, num dia santo, a um prédio sagrado, a fim de participar de um ritual sagrado, celebrado por um homem santo em vestimentas sagradas, em troca de uma oferta sagrada. Uma vez que essas promoções regulares, orientadas pelo desempenho e chamadas de “culto divino”, requerem muito talento organizativo e consideráveis recursos administrativos, os rituais formalistas e modelos de comportamento institucionalizados rapidamente se solidificaram em tradições religiosas.

Em termos estatísticos, o tradicional culto dominical de uma a duas horas de duração, com cifras do porte de 20 a 300 visitantes, é extremamente voraz em termos de recursos. Apesar disso, produz bem poucos frutos na forma de pessoas que estejam dispostas a mudar de vida como discípulos de Jesus. Em termos econômicos, o culto tradicional é uma estrutura que exige muitíssimo investimento, mas produz poucos resultados.

Na História, o desejo dos humanos de adorar “corretamente” a Deus levou aos constrangedores denominacionalismo, confessionalismo e nominalismo. É um enfoque que desconsidera que os cristãos são chamados a adorar “em Espírito e em verdade” – e não a repetir, em pequenas e grandes catedrais, hinos costumeiros. Essa mentalidade de programação, que se compraz em reiterar o proverbial “Amém” na igreja, ignora que toda a vida é pulsante, muda constantemente e é absolutamente informal.

Sendo o cristianismo “o caminho da vida”, ele é por natureza informal e espontâneo, e tão-somente o violentamos por meio dos rituais religiosos repetitivos. O cristianismo precisa afastar-se das impressionantes celebrações teatrais em recintos eclesiásticos e recomeçar a viver de modo impressionante a vida cotidiana. É isso que verdadeiramente serve a Deus.

11. Não levar mais o povo à Igreja, mas a Igreja ao povo

A igreja está se transformando de volta, saindo de uma estrutura do “vinde” para uma estrutura do “ide”. Uma das conseqüências é que não se tenta mais levar as pessoas à igreja, mas a igreja até as pessoas. A missão da igreja jamais alcançará seu alvo se meramente adicionar acréscimos à estrutura existente. Ela unicamente acontecerá em termos multiplicativos por meio da expansão das igrejas na forma de fermento, inclusive entre grupos da população que ainda não conhecem a Jesus Cristo.

12. A Santa Ceia é redescoberta como uma verdadeira refeição

A tradição eclesiástica conseguiu a façanha de “celebrar” a santa ceia em doses homeopáticas, com algumas gotas de vinho, uma bolacha insípida e um semblante triste. No entanto, segundo a fé cristã, a “ceia do Senhor” é uma refeição substancial com significado simbólico, não uma refeição simbólica com significado substancial. Deus está novamente afastando os cristãos das missas, de volta às mesas, de volta à refeição.

13. Das denominações para a Igreja da Cidade

Jesus deu vida a um movimento – mas o que apareceu foram empresas religiosas com redes globais, que comercializavam suas respectivas marcas do cristianismo, fazendo concorrência uma à outra. Por causa dessa subdivisão em nomes e marcas a maior parte do protestantismo perdeu sua voz no mundo e tornou-se politicamente irrelevante. Muitas igrejas estão mais preocupadas com especialidades tradicionais e discórdias religiosas dentro de seus muros do que com dar um testemunho perante o mundo em conjunto com outros cristãos.

Jesus jamais pediu aos seres humanos que se organizassem em denominações. Nos primeiros dias da igreja os cristãos tinham um dupla identidade: eram seguidores de Jesus Cristo, convertidos verticalmente a Deus. Em segundo lugar, congregavam com base na geografia, quando também se convertiam localmente uns aos outros, formando movimentos eclesiais. Não somente se ligavam em igrejas de vizinhança ou nos lares, nas quais partilhavam sua vida cotidiana, mas também expressavam sua nova identidade em Cristo – na medida em que as respectivas circunstâncias políticas o permitissem. Encontravam-se para cultos festivos de abrangência local ou regional. Neles celebravam sua unidade como movimento eclesial da região ou cidade e demonstravam um testemunho conjunto perante o mundo.

Deus está chamando o cristianismo de volta a essas dimensões. O retorno ao modelo bíblico da “igreja da cidade” – ou seja, uma nova credibilidade das igrejas nos lares dos bairros, aliada a cultos festivos de abrangência local ou regional, em que todos os cristãos de uma região se congregam regularmente – não apenas fomenta a identidade coletiva e credibilidade espiritual dos cristãos, mas também confere à igreja um peso político, e chamará a atenção que a mensagem cristã merece.

14. Uma mentalidade à prova de perseguição

Jesus, o cabeça de todos os cristãos, foi crucificado. Hoje seus seguidores estão tão ocupados com suas posições e seu papel respeitável na economia, política e sociedade, ou pior ainda, estão adaptados e quietos de forma tão pouco cristã, que quase não são mais notados.

Jesus diz: “Abençoados sois quando por minha causa as pessoas vos injuriarem e perseguirem” (Mt 5.11). O cristianismo bíblico é uma ameaça para o ateísmo e pecado gentílicos, para um mundo que foi dominado pela ganância, pelo materialismo, pela inveja e pela tendência de crer em absolutamente tudo, a menos que esteja na Bíblia. Isso levou à aceitação social de comportamentos na esfera da moral, do sexo, do dinheiro e do poder que somente podem ser explicados na dimensão demoníaca. Até o momento, o cristianismo atualmente conhecido não constitui um contraste para isso, mas em muitos países ele é simplesmente inócuo e gentil demais para que fosse digno de perseguição.

Quando, porém, os cristãos começarem a redescobrir os valores do Novo Testamento, a viver uma vida resultante e perder a vergonha de dar nome, p.ex., ao pecado, o mundo em seu redor será atingido no cerne de sua consciência e reagirá, como de costume, com conversão ou com perseguição. Ao invés de construir para si ninhos em zonas confortáveis de presumida liberdade religiosa, os cristãos precisam preparar-se novamente para serem descobertos como réus principais e ovelhas negras. Nada mais farão que ser um estorvo para o humanismo universal, para a moderna escravidão do entretenimento e para a descarada adoração do Eu, o falso centro do universo. É por essa razão que cristãos despertos rapidamente sentirão as conseqüências do liberalismo fundamentalista e da “tolerância repressiva” de um mundo que perdeu suas normas absolutas porque se negou a reconhecer seu Deus Criador com seus padrões absolutos.

Em conexão com a crescente ideologização, privatização e espiritualização da política e economia, os cristãos obterão mais cedo do que esperavam uma nova chance para ocupar, ao lado de Jesus, o banco dos réus da sociedade do bem-estar. É bom que hoje mesmo já se preparem para o futuro, desenvolvendo uma mentalidade à prova de perseguições e, em conseqüência, construam uma estrutura à prova de perseguições.

15. A Igreja volta para casa

Qual é o lugar mais simples para uma pessoa ser santa? Ela se esconde atrás de um grande púlpito e, trajada com túnicas sagradas, prega palavras santas a uma massa sem rosto, desaparecendo depois em seu gabinete. E qual é o lugar mais difícil e, por isso mais significativo, para uma pessoa ser santa? Em casa, na presença de sua família, onde tudo o que ela diz e faz é submetido a um teste espiritual automático e conferido com a realidade. Ali todo o farisaísmo devoto está irremediavelmente condenado à morte.

As parcelas mais significativas do cristianismo fugiram do enraizamento na família, como lugar flagrante do fracasso pessoal, para salões sagrados, onde se celebram missas/cultos artificiais bem afastados do cotidiano. No entanto Deus está em vias de reconquistar novamente para si as casas como locais de culto. Dessa forma a igreja retorna novamente às próprias raízes, ao lugar de onde ela procede, a um movimento de igrejas nos lares. Assim, a igreja volta literalmente para casa. Na última fase da história da humanidade, pouco antes do retorno de Jesus Cristo, fecha-se o círculo da história da igreja.

Quando cristãos de todos os segmentos sociais e culturais, de todas as situações de vida e denominações sentirem em seu espírito um eco nítido daquilo que o Espírito de Deus diz à igreja, eles começarão a funcionar claramente como um corpo, a ouvir globalmente e agir localmente. Deixarão de pedir que Deus abençoe o que fazem e começarão a fazer o que Deus abençoa. Na própria vizinhança se congregarão em igrejas nos lares e se encontrarão para cultos festivos que abrangem a cidade ou região toda.

Você também está convidado a aderir a esse movimento aberto e dar a sua própria contribuição. Dessa maneira provavelmente também a sua casa há de ser uma casa que transforma o mundo.

Extraído do livro “Casas que Transformam o Mundo”, Editora Evangélica Esperança; via Pão e Vinho.

No amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

A Terceira Reforma

Há 500 anos atrás, Deus usou alguns homens dotados de uma veia profética para romper com um milênio de trevas na Igreja. Deixamos Roma, e começamos então nossa jornada de partida de Babilônia rumo à Sião. A maioria dos evangélicos, no entanto, pensa que a Reforma do século XVI – que produziu Lutero, Calvino e Zwinglio – é o final da agenda restauracionista de Deus. Mas, na verdade, a Reforma Protestante foi somente o início deste processo, como nos explica Márcio da Rocha:

Hoje nos encontramos em meio à uma terceira Reforma da igreja cristã.

A primeira Reforma aconteceu no século XVI, com Martinho Lutero , Calvino e outros. Esses irmãos redescobriram a essência da mensagem do Evangelho de Jesus Cristo: a salvação mediante a fé, pela graça de Deus. Uma reforma, portanto, eminentemente teológica.

A segunda Reforma ocorreu no início do século XVIII, por influência do movimento Pietista. Os adeptos do movimento Pietista redescobriram a bênção do relacionamento pessoal, da intimidade com Cristo pela fé. Isto ocasionou a reforma da espiritualidade, a volta da busca pessoal ao Deus amoroso, e da leitura devocional da Bíblia. Esta segunda reforma impulsionou um movimento missionário muito forte nos anos seguintes.

A Reforma de Lutero e Calvino reportou-se ao conteúdo do Evangelho, à essência da mensagem cristã, mas não modificou a forma de organização da igreja nem a estrutura básica dos cultos a Deus. O vinho novo do Evangelho continuou sendo colocado no odre velho do catolicismo, que por sua vez espelha-se no Judaísmo, com seus templos, sacerdotes (ou ministros) exclusivos e rituais solenes e altamente formais. A divisão dos cristãos em duas categorias ou “castas” – o clero e os leigos – continuou intacta, mesmo depois da primeira Reforma. Os leigos continuaram expectadores passivos nos cultos, enquanto uma meia dúzia de ministros atuavam para eles. O Sacerdócio Universal de Todos os Crentes, doutrina proclamada e defendida pelos primeiros reformistas, não conseguiu vencer a teoria. Na prática, continuou-se a vivenciar “o sacerdócio de alguns crentes”.

A segunda Reforma, promovida pelo Pietismo, embora tenha restaurado a benção do relacionamento pessoal do cristão com o seu Senhor, também não promoveu mudança na forma nem na estrutura da igreja: o odre velho continuava a ser usado para veicular o vinho novo.

A Terceira Reforma, a qual vivemos hoje, é a restauração da forma e da estrutura primitiva da igreja. Milhões de cristãos no mundo todo estão abandonando as igrejas formais e institucionais, e passando a se reunir como a igreja primitiva, nos lares, de forma orgânica e participativa, sem ministros ordenados, nem templos, nem dia sagrado, nem dinheiro para sustentá-los. Trata-se de um novo (porém antigo) enfoque global da igreja, cujo modelo é baseado no Novo Testamento e não no Velho Testamento.

Esta terceira reforma está trazendo às pessoas, de novo, a participação ativa nos cultos. O sacerdócio é de todos os crentes. Todos ministram com seus dons e talentos durante as reuniões das igrejas nos lares. Todos edificam e todos são edificados. Todos falam e ouvem. Todos oram, todos escolhem e ministram as canções. Todos batizam os novos convertidos. Todos ceiam a ceia do Senhor – comida farta, pão e vinho. Os homens mais velhos e mais maduros espiritualmente – os presbíteros – lideram essas igrejas e cuidam para que não surjam heresias no povo de Deus. Tudo é feito com ordem e decência. Fora das reuniões, uns pastoreiam outros, cuidando uns dos outros, provendo as necessidades do corpo de Cristo.

Também esta terceira reforma permitiu a volta de um tipo de igreja incomparavelmente menos dispendiosa financeiramente do que a igreja de pastores. Sem ministros profissionais, nem edifícios para manter, nem funcionários, as igrejas nos lares proliferam aos montes nas ruas das cidades e povoados do mundo, quase que sem a necessidade de arrecadar dinheiro. Elas não estão ligadas à denominações ou macro-corporações. São simplesmente igrejas, ligadas diretamente ao Senhor e interdependentes, por amor a ele. Já não se sabe hoje quantas existem. Ninguém as controla, a não ser o Senhor.

A Terceira Reforma é a reforma da forma da igreja. A igreja com a teologia reformada, com o relacionamento pessoal com Cristo reformado, e com esta nova (e ao mesmo tempo primitiva) forma e modelo, vai crescer muitíssimo, como a igreja do primeiro século. E provavelmente vai cair nas graças do povo, à medida em que o Senhor acrescenta dia-a-dia os que serão salvos, até que Ele volte fisicamente.

Veja também: https://reinoesacerdote.wordpress.com/2011/06/27/15-teses-sobre-a-reencarnacao-da-igreja/

Fonte: Pão e Vinho

No amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

“Era uma Igreja muito engraçada … não tinha púlpito, não tinha nada.”

Por Tonho [excoordenador do UG -Min. Jovem do Portas Abertas]

Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo…

Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Paulo dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Tiago dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.

Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.

Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.

Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. […] Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.

Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.

Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.

Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada… aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.

Fonte: Pão e Vinho.

Reflita sobre isso. No amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

O Que é Igreja?

Igreja não é templo, não é sinagoga, não é mesquita. Não é o santuário onde os fiéis se reúnem para cultuar a Deus. Igreja é gente, e não lugar. É a assembléia de pecadores perdoados; de incrédulos que se tornam crentes; de pessoas espiritualmente mortas que são espiritualmente ressuscitadas; de apáticos que passam a ter sede do Deus vivo; de soberbos que se fazem humildes; de desgarrados que voltam ao aprisco. Igreja é mistura de raças diferentes, distâncias diferentes, línguas diferentes, cores diferentes, nacionalidades diferentes, culturas diferentes, níveis diferentes, temperamentos diferentes. A única coisa não diferente na Igreja é a fé em Jesus Cristo. A Igreja não é igreja ocidental nem igreja oriental. Não é Igreja Católica Romana nem igreja protestante. Não é igreja tradicional nem igreja pentecostal. Não é igreja liberal nem igreja conservadora. Não é igreja fundamentalista nem igreja evangelical. A Igreja não é Igreja Adventista, Igreja Anglicana, Igreja Assembléia de Deus, Igreja Batista, Igreja Congregacional, Igreja Deus é Amor, Igreja Episcopal, Igreja Holiness, Igreja Luterana, Igreja Maranata, Igreja Menonita, Igreja Metodista, Igreja Morávia, Igreja Nazarena, Igreja Presbiteriana, Igreja Quadrangular, Igreja Reformada, Igreja Renascer em Cristo nem igrejas sem nome. A Igreja é católica (universal), mas não é romana. É universal (católica) mas não é a Universal do Reino de Deus. É de Jesus Cristo, mas não dos Santos dos Últimos Dias. Porque é universal, não é igreja armênia, igreja búlgara, igreja copta, igreja etíope, igreja grega, igreja russa nem igreja sérvia. Porque é de Jesus Cristo, não é de Simão Pedro, não é de Miguel Cerulário, não é de Martinho Lutero, não é de Simão Kimbangu, não é de Sun Myung Moon, não é de João Paulo II. Em todo o mundo e em toda a história, a única pessoa que pode chamar de minha a Igreja é o Senhor Jesus Cristo. Ele declarou a Cefas: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16.18). Não há nada mais inescrutável e fantástico do que a Igreja de Jesus Cristo. Ela é o mais antigo, o mais universal, o mais antidiscriminatório, o mais inexpugnável e o mais misterioso de todos os agrupamentos. Dela fazem parte os que ainda vivem (igreja militante) e os que já se foram (igreja triunfante). Seus membros estão entrelaçados, mesmo que, por enquanto, não se conheçam plenamente. Todos igualmente são “concidadãos dos santos” (Ef 2.19), “co-herdeiros com Cristo” (Ef 3.6; Rm 8.17) e “co-participantes das promessas” (Ef 3.6). Eles são nada menos e nada mais do que a Família de Deus (Ef 2.19; 3.15). Ali, ninguém é corpo estranho, ninguém é estrangeiro, ninguém é de fora. É por isso que, na consumação do século, “eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3). A Igreja de Jesus, também chamada Igreja de Deus (1 Co 1.2; 10.22; 11.22; 15.9; 1 Tm 3.5 e 15), Rebanho de Deus (1 Pe 5.2), Corpo de Cristo (1 Co 12.27) e Noiva de Cristo (Ap 21.2), tem como Esposo (Ap 21.9), Cabeça ( Cl 1.18 ) e Pastor (Hb 13.20) o próprio Jesus. A tradicional diferença entre igreja visível e igreja invisível não significa a existência de duas igrejas. A Igreja é uma só (Ef 4.4). A igreja invisível é aquela que reúne o número total de redimidos, incluindo os mortos, os vivos e os que ainda hão de nascer e se converter. Eventualmente pode incluir pecadores arrependidos que nunca freqüentaram um templo cristão nem foram batizados. Somente Deus sabe quantos e quais são: “O Senhor conhece os que lhe pertencem” (2 Tm 2.19). A igreja visível é aquela que reúne não só os redimidos, mas também os não redimidos, muito embora passem pelo batismo cristão, se declarem cristãos e possam galgar posições de liderança. É a igreja composta de trigo e joio, de verdadeiros crentes e de pseudocrentes. Dentro da igreja visível está a igreja invisível, mas dentro da igreja invisível nunca está toda a igreja visível. A Igreja de Jesus é uma só, porém é conhecida imperfeitamente na terra e perfeitamente no céu”.

Extraído da Revista Ultimato, março-abril/2002.

No amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

A igreja que temos X A igreja que Deus

Este é um artigo que li e me edificou muito gostaria de postá-lo aqui para que sirva de edificação aos que passam por este blog, Este artigo foi escrito pelo Samuel, um grande amigo que tem sido uma referência de parternidade espiritual sobre minha vida, amo muito a vida dele e vejo que suas palavras e atidutes tem edificado a igreja em Cabo Frio. segue abaixo o seu texto. paz Pedro Quintanilha ><>

”Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18)

Quando olhamos com seriedade para igreja dos dias atuais, somos levados às seguintes reflexões:

Será que a igreja que praticamos hoje tem cumprido sua missão?
Será que estamos de acordo com o modelo original estabelecido por Jesus?
Os cristãos de fato sabem o que é a igreja?

Essas são perguntas introdutórias para iniciarmos nossa reflexão sobre: A igreja que temos X a igreja que Deus quer.

Entendemos que esse é um conceito fundamental que precisamos revisar. Pois de acordo com a forma que enxergamos a igreja, definimos também nossa forma de servir e se relacionar com os irmãos e com Deus.

A) TRADICIONALMENTE: Associamos a palavra igreja a um prédio “sagrado”, com uma placa denominacional com nomes associados a dons. Ex.: igreja da cura, da adoração… Ou a nome de pessoas como: ministério “Fulano de tal”… Wesley, Lutero… e outros.

Nestes recintos ocorrem os serviços “sagrados” em dias e horários estabelecidos e existe a idéia de que os atos fora dele não tem valor espiritual. Ex.: casamentos, ceia, apresentação de bebês… etc.

Como conseqüência desta visão distorcida de igreja, temos:

A oficialização do orgulho e da competição. Falas do tipo: “minha igreja, nossa igreja…”
Estímulo à divisão: Pessoas buscam “igrejas” de acordo com seus próprios interesses.
Pretexto para fuga e auto-preservação: Pessoas se tornam itinerantes espirituais, fugindo de um lugar para outro para não serem confrontadas em suas carnalidades.
Confusão: qual a igreja certa? (existem em média 30.000 denominações).
Descrédito para o mundo: As muitas divisões e tipos de “igrejas” colocam em dúvida nosso amor e unidade. (Jo 17:23)

B) BIBLICAMENTE: A palavra igreja do grego Eklesia significa (chamados para fora). Significa um agrupamento de pessoas salvas e unidas para um propósito. No NT a palavra igreja não tem relação com prédios, mas com pessoas.

A localidade onde a igreja se encontrava era a única base para seu nome. Ex.: igreja em Corinto, em Éfeso, em Tessalônica, na Galácia… etc.

Como nosso foco maior é resgatar a prática da igreja que Deus quer, vamos refletir sobre os princípios que precisam ser resgatados:

1- Deus quer uma igreja organismo vivo, não uma instituição estática

Neil Cole no seu livro igreja orgânica diz: “fazemos uma injustiça a Jesus ao reduzir sua vida e ministério a um prédio e a um dia” (domingo).

Neste conceito de igreja, estamos trocando o IDE de Jesus pelo vinde aos nossos prédios e cultos.

A igreja é o organismo vivo, programada por Deus para se ramificar em todos os setores sociais e se expressar. Ver (Mt 16.20 e Jo 4.24.)

A igreja precisa tomar ruas, bancos de praça, casas, empresas, escolas… Enfim, onde houver 02 ou 03 reunidos no nome de Jesus, ali há uma expressão da igreja.

2- Deus quer uma igreja focada em relacionamentos e não em programas

Não são os programas e os mega-cultos que garantem a qualidade de vida na igreja, mas os relacionamentos e o cultivo da vida familiar. (Ef 4.15-16 )

A ênfase dos grandes cultos permite a freqüência de pessoas que não estão dispostas a serem transformadas, e que não querem compromisso, mas apenas consumir bons produtos espirituais.

A igreja primitiva era basicamente focada em relacionamentos (At 2.42, 44 e At 4.32.). O relacionamento é o principal aferidor da condição espiritual de um cristão (I Jo 1.7-9). O cristão que não se relaciona possivelmente está em trevas (pecado oculto).

3- Deus quer crescimento multiplicativo

“…e o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.” (II Tm 2.2).

É necessário ao discípulo gerar outro discípulo através da pregação, consolidação e discipulado. Cremos que esse é o serviço comum e essencial para todo cristão. Devemos deixar de aplicar nosso tempo e esforço em atividades ministeriais que não cumprem a grande comissão dada por Jesus. (Mt 20.19-29).

A igreja precisa crescer de forma multiplicativa expandindo sua influência nos diversos setores sociais.

4- Deus quer um serviço descentralizado

A bíblia deixa claro que na nova aliança todos os salvos são sacerdotes, no entanto é preciso fazer valer essa posição que nos foi dada por Deus.

As igrejas no NT nunca foram dirigidas apenas por um homem ou uma classe clerical, o povo atuava junto com os ministérios, cada em seu dom especifico.

5- Deus quer que sua igreja se expresse principalmente nas casas.

A igreja no NT reunia-se basicamente nos lares, com toda a sua estrutura. Cremos que tudo que o Senhor tem revelado sobre a ordenação dos santos e o desempenho dos serviços, não dá para ser praticado em grandes reuniões, isso só é possível com a igreja nos lares.

Os principais motivos são:

A casa dá legitimidade ao caráter familiar da igreja
Este ambiente estimula o relacionamento
Ali a assistência pessoal é facilitada
Nela a estratégia evangelística é eficiente
É um ambiente que gera menos custo e maior influência comunitária
Textos: Rm 16.5, Fp 4.22, Cl 4.15, I Co 15.16-15

Conclusão:

Com base na afirmação de Jesus “… eu edificarei a minha igreja”. Estamos certos que, independente da condição atual da noiva (dividida, corrompida, etc.), Jesus vai edificá-la. Em Jo 17, Jesus faz uma oração pela unidade, temos a convicção que o Pai ouviu essa oração e está trabalhando neste sentido.

Por Pr. Samuel Bello
Projeto IDE – igreja em Cabo Frio – RJ