A Importância da Igreja na Cidade – Felipe Assis

Uma abordagem contundente em relação ao evangelho e como o evangelho pode se tornar relevante para influenciar as cidades. Interessante a parte que ele trata que o Evangelho não visa estritamente transportar as pessoas da terra para o céu, mas restaurara a comunhão e o relacionamento do homem com Deus por meio de Cristo. Este evangelho possuí um ecossistema ele precisa se preucupar com o ESPIRITUAL, SOCIAL, CULTURAL.  Quando o evangelho se torna relevante nessas três áreas existe a possibilidade de influenciar as cidades para se tornar semelhante a cidade que Deus está construindo (Nova Jerusalém).

Se não tiver paciência de ver o video todo recomendo que assista pelo menos a partir dos   35 minutos.

No amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

Características do Cristianismo que se Movimenta

Como essa multiplicação irá se expressar onde estamos?

Como podemos ver no mundo um surgimento o nascimento de um movimento de Igreja?

O movimento de multiplicação se dá quando a Igreja se multiplica com um aumento de 50% do número de convertidos. Esse crescimento vem pelo acréscimo de novos convertidos até a terceira geração de igreja.

Para começar com um movimento de multiplicação de igrejas é preciso começar multiplicando tudo.

Precisamos criar uma cultura no meio da igreja de multiplicação essa é uma ideia dos Wesley.

Tudo tem de multiplicar: discípulos, grupos, ministérios, igrejas.

Como começamos?

  • Precisamos ser pessoalmente um exemplo de multiplicação, precisamos ter filhos espirituais. Aqueles que são líderes e pastores precisam dizer eu vou multiplicar.
  • Movimentos acontecem quando igrejas plantam igrejas, que plantam igrejas.
  • Outras coisas se querem observar o que é um movimento é convidar plantadores de igrejas para participar do movimento.  Isso é um pouco “arriscado”, pois os plantadores de igreja são pessoas difíceis de lidar. Quando as pessoas decidem não fazer parte de uma igreja estabelecida, mas querem ser pioneiros em algo novo geralmente existe alguma coisa errada com eles. Existe uma motivação nessas pessoas para começar uma coisa nova. Eles tem características como empreendedor, criativo que não pensa segundo os padrões estabelecidos. Não deveríamos nos ofender ou ficar surpresos de que o plantador de igrejas é diferente de outros pastores.
  • Quando os discípulos ouviram o ide de Jesus eles foram e plantaram igrejas. Quando queremos interpretar um texto bíblico temos de perguntar o que ele representa para o primeiro público de ouvintes.

Falando sobre ser missional: Se queremos nos chamar de missionais temos de pensar em nos envolver em 3 coisas:

Servir localmente, plantar em uma região mais ampla e adotar por todo planeta aquelas pessoas que não foram alcançadas pelo evangelho. Toda igreja pode participar dessa ação multifacetada da missão de Deus

Voltando a plantação de igrejas:

  • Precisamos plantar por multiplicação e não pelo financiamento, não podemos comprar nossa entrada no movimento de multiplicação de igreja, o dinheiro acaba “atrapalhando” a missão, pois o dinheiro acaba criando uma expectativa que aja mais dinheiro.
  • Tudo que existe na igreja deve já nascer grávido.
  • Abrir novos caminhos ( se queremos mais temos de abrir mais estradas)
  • Leigos plantando igrejas, pessoas de outros grupos étnicos plantando igrejas, pastores que trabalham em um emprego “secular” plantando igrejas.
  • Paulo impôs as mãos designou líderes muito mais cedo do que nós estamos dispostos a fazer. Temos de avaliar se vamos usar os métodos missionários de Paulo ou os nossos.
  • Por último, para fazermos tudo isso temos de superar o medo. Superar o medo de liberar pessoas das nossas igrejas para missões, superar o medo de que se levantarmos lideres muito cedo eles vão nos abandonar. Vencemos esses medos não fingindo que eles não existem, mas criando sistemas para apoiar nossos lideres hoje e no futuro.

Que o nome e a reputação de Jesus seja conhecido amplamente.

Obs: anotações da terceira palestra de Ed Stetzer  na conferência Atos 29.

Pedro Quintanilha ><>

Mudança de Paradigma

Falamos muito sobre missão, mas o que significa missão?

Não é tanto o caso de que nossa igreja tenha uma missão, mas a missão de Deus tem ou detém a nossa igreja.

Não vamos falar de um plano para realizar uma missão e sim entrar em parceria com Jesus na missão que já é dele.

A muitos estudos bíblicos que analisam os atributos de Deus. Deus é misericordioso, santo e justo, porém existe uma coisa que não ouvimos como Deus pela sua própria natureza é um ser que envia.  Deus envia pessoas para diferentes lugares no antigo testamento estamos cheios desses exemplos, Abraão, Jacó, José, Moisés, Isaías…

A grande paixão da igreja deveria ser engajar-se com Deus em sua missão.

Por isso falaremos sobre algumas transições (mudanças) que precisam acontecer conosco.

A mudança é um fenômeno que sempre vai acontecer, geralmente ela está fora do nosso controle.

Toda Igreja precisa se perguntar: Onde estou? Em que momento eu estou?

Uma das perguntas que um plantador de igrejas faz é: Em que ano (tempo) estamos como Igreja?

Parece estranho, mas toda igreja escolhe viver em uma era. Será que o tempo que a Igreja escolheu viver está alinhado com o tempo que a cultura ao redor está vivendo?

Oito pontos de mudança para que possamos viver como um povo enviado por Deus hoje:

1 – Mudança dos programas para os processos;

Muitas vezes importamos programas para igreja, mas nem todos os programas funcionam sempre.  Mais importante q isso é se engajar em processos.

A Igreja é um corpo e ele tem processos e sistemas que o fazem manter vivo. Quando um dos nossos sistemas não funciona bem há um impacto em todo corpo. A Igreja é um corpo com sistemas ou processos. Precisamos criar processos para alcançar pessoas para Deus através de entender as pessoas que queremos alcançar.

É um erro importarmos uma cultura de fora e chamarmos de missão.

Temos de ser capazes de ouvir o que está por trás dos modelos que estão funcionando e não importar o modelo.

Os propósitos são universais, mas os processos são diferentes de lugar para lugar.

Toda parte é influenciada por outra parte do corpo.

O programa em si não é a resposta, eles podem ser ferramentas.

A importação de programas está fadada ao fracasso, mas existem exceções é quando a igreja local já é um corpo saudável.

Quais são os sistemas necessários, usar as ferramentas em prol desses sistemas.

2 – Mudemos de perfil demográfico para uma capacidade de discernir;

Os brasileiros não vão ser alcançados de uma única forma.

O segmento do público que queremos alcançar não é a resposta, precisamos discernir a comunidade que Deus está nos enviando.

Temos de entender o que Deus já está falando, saber as perguntas das pessoas, ajudar essas pessoas.

Precisamos entender o modo de pensar da pessoa a qual queremos alcançar.

Parte do problema é a maneira como enxergamos o mundo.

As pessoas podem viver perto de nós, mas elas podem pensar e viver bem diferente de nós.

3- Transição de modelos para missões;

É fácil copiar os modelos de outras pessoas pois queremos copiar os sucessos de outras pessoas.

Como podemos aprender de outras pessoas sem copiar o que eles fazem, ao invés de importar estilos e modelos mais pastores devem fazer as perguntas que muitos missionários estão fazendo.

Que estilo de música / adoração ajudará este grupo a adorar em espírito e verdade?

Que métodos de evangelismo eu poderia usar para alcançar o maior número de pessoas sem comprometer o evangelho?

Qual estrutura é melhor para alcançar quem desejamos?

Como essa igreja pode ser um missionário nessa comunidade?

4 –Transição do atracional para o encarnacional;

Atracional = A ideia de que se temos um bom programa as pessoas vão vir e vamos ensinar os irmãos a convidar os amigos para vir.

Temos nos focado há décadas no “celeiro” local onde nos reunimos, a colheita ainda não está vindo para o celeiro.

Nosso papel é representar Cristo no campo da colheita.

A igreja encarnacional se importa mais com a colheita do que com o celeiro.

Nossa igreja deve ter crenças comum mas devem ter manifestações diferentes dessas crenças dependendo da cultura onde ela está inserida.

Deus usou a megaigreja para alcançar a Coreia e usou a igreja nas casas para alcançar a China devemos segurar nossos modelos com a mão aberta mas segurar Jesus com a mão bem fechada.

A resposta não que todos pareçamos da mesma forma, mas que todos estejamos buscando o mesmo alvo, que é glorificar a Deus sendo uma expressão local da igreja onde nós estamos.

A resposta não é uniformizar nossas igreja é termos todos buscando o mesmo alvo.

5- Mudança do profissional para o apaixonado;

O que nos impede de nos engajar na missão de Deus é quando pensamos que os verdadeiros ministros são os que fizeram seminários.

No novo testamento todos são chamados para ser ministro.

Todos no grego significa todos.

Quando a bíblia diz todos e nós vivemos como alguns, tem alguma coisa errada.

Todos são chamados para o ministério.

Todos são enviados em missão.

A pergunta é para onde e para quais pessoas?

Uma das grandes mentiras é que apenas uma classe de pessoas foi chamada para o ministério.

Existe um líder especial e somente ele pode fazer missão, só ele sabe da palavra.

6 – De sentados para sermos enviados;

Nossa preocupação é o impacto de crescimento no Reino de Deus.

Se a cada ano nossa igreja plantar uma igreja e aquelas igreja plantadas plantarem outras a cada ano teremos muito mais pessoas em todas aquelas igrejas do que somente em uma.

Nós não medimos a grandeza de uma igreja pela quantidade de pessoas sentadas nos bancos mas na quantidade de pessoas que conseguimos enviar para fora para começar novas igrejas e ampliar o impacto do Reino de Deus.

Capacitar e Liberar.

“Todo cristão é ou um missionário ou um impostor.” C.H. Spurgeon.

7 –  De convertidos para discípulos;

Não tem como separar evangelismo de discipulado.

8 – Mudança do adicional para o exponencial (da adição para multiplicação);

Um dos sinais de algo que está vivo e que ele se reproduz.

Temos tido pouca adição e menos ainda de multiplicação.

A matemática de Deus é diferente da nossa.

Será que a nossa igreja estará contada com a igreja de Deus que está em missão no mundo.

Que a nossa oração seja:

Senhor envia-nos a todos, mas que comece por mim.

Obs: anotações da segunda palestra de Ed Stetzer  na conferência Atos 29.

Pedro H. M. Quintanilha ><>

Revitalizando sua igreja para impactar sua cidade

Para que possamos ver uma cidade alcançada é preciso um processo de revitalização da igreja. O que vemos em todo mundo são igrejas que ficam estagnadas.

A pergunta obvia para nós é:

Como fazer as igrejas saírem da estagnação e começarem a se mover novamente?

Com uma mentalidade centrada em Deus queremos aprender com a experiência de outras pessoas para observar como Deus tem operado em outras igrejas e aplicar em nossas igrejas.

Existem 3 coisas que descrevem igrejas revitalizadas e isso mostra o que a igreja deve ser

1 – Igrejas devem ser bíblicas

Essas igrejas devem ter as escrituras como autoridade.

Essas igrejas devem estar focadas em uma liderança definida pelas escrituras.

Deve haver ensino e pregação da palavra de Deus (bíblia).

Deve haver a prática das ordenanças batismo e ceia.

Haja um senso de comunidade aliança uns com os outros.

Senso de missão.

2 – Igrejas precisam ser missionais

Procura viver no lugar que ela foi enviada por Deus (João 20,21), Jesus foi enviado e nos envia.

O problema de muitas igrejas é que elas agem como se já tivessem chegado onde deviam chegar.

Temos de entender como as pessoas falam e pensam e levar o evangelho na linguagem dela isso significa fazer parte da cultura. Mas não temos de nos separar da cultura? Sim por causa dos nossos padrões de santidade vivemos de forma diferente do mundo, mas nós somos chamados para estar no mundo embora não sejamos do mundo.

Viver como cristãos missionais é viver na cultura e nesse processo proclamamos as boas novas. Somos chamados para ser a presença de Cristo para essas pessoas.

A igreja missional vai contextualizar para a comunidade o que significa viver a palavra de Deus.

Quando a Igreja não se preocupa com a cultura a sua volta ela passa a viver como uma subcultura isolada em si mesma e ela faz com que as pessoas que estão à volta passem a experimentar barreiras para ouvir e experimentar o evangelho.

Parte do papel da igreja missional é retirar as pedras de tropeço que são desnecessárias.

Aspectos da igreja missional:

  • Encarnacionais (Representam Jesus em sua comunidade)
  • Autoctonos (Produz onde estão enraizadas)
  • Intencionais (Procura viver como agentes da missão de Deus)

3 – Igrejas precisam ser espirituais

Barreiras para o crescimento espirituais:

Lideres que vivem para eles não para Deus, se posicionam como aqueles que precisa receber.

Pecados impedem o crescimento, isso faz com que Deus discipline a igreja.

Importante lembrar que nem sempre o crescimento numérico é prova da benção de Deus.

A falta de fé de confiança em Deus faz com que algumas igrejas não cresçam, achar que não precisam de nada.

Outra coisa que impede o crescimento é fazer a igreja acontecer sem ser igreja.

Outra questão são falhas em nosso processo de discipulado, pessoas que se tornam cristãs e não crescem na fé.

O último impedimento é o orgulho, nós não sabemos tudo, temos de estar abertos a aprender com outros.

Nós não temos que tornar o evangelho relevante, ele já é nós é que muitas vezes não somos e a maneira que comunicamos o evangelho que deve ser relevante.

Nem todas as igrejas que precisam de revitalização estão em total decadência, algumas precisam voltar o foco, outras precisam recarregar as baterias, outras precisam de reestruturação, as que estão em piores situações as vezes precisam ser reiniciadas.

A forma que tratamos a revitalização depende do nível dos problemas.

Ninguém gosta de mudança, porque a mudança dói. As pessoas vão querer mudar quando a dor da mudança for menor do que a dor de como está. Temos de fazer a pergunta : Qual é o tipo de mudança que precisamos?

Algumas coisas que podem nos distrair dessas mudanças que precisamos:

– Às vezes a igreja passa a ser institucionalizada, se preocupa mais com sua organização do que com a missão.

– Às vezes a igreja funciona como uma associação de voluntários um clube, como um Rotari ou Lyons da cidade.

– Às vezes a igreja não é intencional não age não tem planos estratégias.

– Às vezes a igreja quer se manter pequena, não quer crescer mais.

– Às vezes a igreja acha que não pode competir com as demais (as igrejas grandes tem boas músicas bons programas) Eles precisam se focar no crescimento que Deus quer dar.

– Uma igreja descente e em ordem, tudo tem que sair certinho.

– Às vezes a igreja pode ser muito diferente da comunidade então tenta forçar uma situação pela força do próprio braço sem conseguir resultados, justamente por ser muito “diferente” de quem eles tentam alcançar.

– Às vezes a igreja tem a ilusão de que o tempo parou, ela passa a viver no passado, mas Deus nos chama a viver em missão hoje.

– Às vezes a igreja que está voltada para como tudo está aparentando, em muita ordem, o prédio ao invés de ser a ferramenta passa a ser o alvo.

– Aquela atitude que diz ou faça do meu jeito ou caia fora.

– Aquela igreja “capelania” o pastor existe para satisfazer as necessidades da igreja, só isso.

– A igreja empresa, muitas igrejas locais se perguntam o que a minha denominação quer que eu faça e às vezes estão muito mais preocupadas com o que a sede deseja do que com a sua missão local, o objetivo de uma denominação não pode ser que aja uma uniformidade em suas congregações. A forma como ministramos em muitas maneiras é determinada pelo onde, como e quem da cultura.

– O perigo da igreja que não quer correr riscos, para vermos a igreja revitalizada você vai ter que correr riscos.

O cenário da igreja revitalizada:

Precisamos lembrar que Deus é quem realiza a sua obra e ele usa pessoas para realizar (Salmo 127,1). O Senhor direciona homens para construir, ele reconhece Deus como diretor, orientador e agimos sob sua direção.

– As pessoas da igreja precisam estar engajadas na revitalização, os pastores e lideres não podem fazer isso sozinho, precisamos ajudar as pessoas tomarem a decisão em conjunto.

– Tomar uma decisão a respeito de um plano de ação, para alcançar pessoas, para plantar novas igrejas, para estar em missão porque o planejamento está presente em toda bíblia.

– É preciso ter uma liderança proativa.

O que pessoas fizeram quando lideraram processos de revitalização:

– Os lideres da revitalização são os que tomam a iniciativa da mudança, conduzir a igreja com uma insatisfação santa.

– Desafiar as desculpas, questionar as desculpas e orar regularmente o conteúdo de (Mateus 9 37,38).

– Precisamos comtemplar a seara, ver que a colheita está pronta.

– Para alcançar a comunidade nós mesmos precisamos ser exemplo de evangelismo apaixonado. Existem os evangelistas que Deus deu a igreja mas o evangelismo é um dever de cada cristão.

– A necessidade de compartilhar o ministério, quando partilhamos o ministério todos são responsáveis.

– Tomar decisões de como gasta seu tempo, quando o pastor faz no lugar das pessoas aquilo que Deus chamou as pessoas pra fazer todos perdem e a missão de Deus é “impedida”.

– Distribuir tarefas para igreja, pois quanto mais pessoas estiverem engajadas no ministério mais forte será a igreja.

– Aprender a usar o tempo de forma intencional, Deus nos chama para serem mordomos / administradores fiéis daquilo que nos confiou.

– Aprender a gastar mais tempo com assuntos relacionados a pessoas. Existem dois grupos que os pastores devem gastar mais tempo 1º os lideres, 2º os perdidos.

– Aprender a comunicar uma visão que seja clara e convidativa.

– Lideres da revitalização se multiplicam (2 Timóteo 2).

Existe muito mais que nós precisamos considerar como pregação clara da palavra de Deus, a formação de discípulos…

Que a sua igreja possa experimentar esta revitalização.

Obs: anotações da primeira palestra de Ed Stetzer  na conferência Atos 29.

Pedro Quintanilha ><>