Mudança de Paradigma

Falamos muito sobre missão, mas o que significa missão?

Não é tanto o caso de que nossa igreja tenha uma missão, mas a missão de Deus tem ou detém a nossa igreja.

Não vamos falar de um plano para realizar uma missão e sim entrar em parceria com Jesus na missão que já é dele.

A muitos estudos bíblicos que analisam os atributos de Deus. Deus é misericordioso, santo e justo, porém existe uma coisa que não ouvimos como Deus pela sua própria natureza é um ser que envia.  Deus envia pessoas para diferentes lugares no antigo testamento estamos cheios desses exemplos, Abraão, Jacó, José, Moisés, Isaías…

A grande paixão da igreja deveria ser engajar-se com Deus em sua missão.

Por isso falaremos sobre algumas transições (mudanças) que precisam acontecer conosco.

A mudança é um fenômeno que sempre vai acontecer, geralmente ela está fora do nosso controle.

Toda Igreja precisa se perguntar: Onde estou? Em que momento eu estou?

Uma das perguntas que um plantador de igrejas faz é: Em que ano (tempo) estamos como Igreja?

Parece estranho, mas toda igreja escolhe viver em uma era. Será que o tempo que a Igreja escolheu viver está alinhado com o tempo que a cultura ao redor está vivendo?

Oito pontos de mudança para que possamos viver como um povo enviado por Deus hoje:

1 – Mudança dos programas para os processos;

Muitas vezes importamos programas para igreja, mas nem todos os programas funcionam sempre.  Mais importante q isso é se engajar em processos.

A Igreja é um corpo e ele tem processos e sistemas que o fazem manter vivo. Quando um dos nossos sistemas não funciona bem há um impacto em todo corpo. A Igreja é um corpo com sistemas ou processos. Precisamos criar processos para alcançar pessoas para Deus através de entender as pessoas que queremos alcançar.

É um erro importarmos uma cultura de fora e chamarmos de missão.

Temos de ser capazes de ouvir o que está por trás dos modelos que estão funcionando e não importar o modelo.

Os propósitos são universais, mas os processos são diferentes de lugar para lugar.

Toda parte é influenciada por outra parte do corpo.

O programa em si não é a resposta, eles podem ser ferramentas.

A importação de programas está fadada ao fracasso, mas existem exceções é quando a igreja local já é um corpo saudável.

Quais são os sistemas necessários, usar as ferramentas em prol desses sistemas.

2 – Mudemos de perfil demográfico para uma capacidade de discernir;

Os brasileiros não vão ser alcançados de uma única forma.

O segmento do público que queremos alcançar não é a resposta, precisamos discernir a comunidade que Deus está nos enviando.

Temos de entender o que Deus já está falando, saber as perguntas das pessoas, ajudar essas pessoas.

Precisamos entender o modo de pensar da pessoa a qual queremos alcançar.

Parte do problema é a maneira como enxergamos o mundo.

As pessoas podem viver perto de nós, mas elas podem pensar e viver bem diferente de nós.

3- Transição de modelos para missões;

É fácil copiar os modelos de outras pessoas pois queremos copiar os sucessos de outras pessoas.

Como podemos aprender de outras pessoas sem copiar o que eles fazem, ao invés de importar estilos e modelos mais pastores devem fazer as perguntas que muitos missionários estão fazendo.

Que estilo de música / adoração ajudará este grupo a adorar em espírito e verdade?

Que métodos de evangelismo eu poderia usar para alcançar o maior número de pessoas sem comprometer o evangelho?

Qual estrutura é melhor para alcançar quem desejamos?

Como essa igreja pode ser um missionário nessa comunidade?

4 –Transição do atracional para o encarnacional;

Atracional = A ideia de que se temos um bom programa as pessoas vão vir e vamos ensinar os irmãos a convidar os amigos para vir.

Temos nos focado há décadas no “celeiro” local onde nos reunimos, a colheita ainda não está vindo para o celeiro.

Nosso papel é representar Cristo no campo da colheita.

A igreja encarnacional se importa mais com a colheita do que com o celeiro.

Nossa igreja deve ter crenças comum mas devem ter manifestações diferentes dessas crenças dependendo da cultura onde ela está inserida.

Deus usou a megaigreja para alcançar a Coreia e usou a igreja nas casas para alcançar a China devemos segurar nossos modelos com a mão aberta mas segurar Jesus com a mão bem fechada.

A resposta não que todos pareçamos da mesma forma, mas que todos estejamos buscando o mesmo alvo, que é glorificar a Deus sendo uma expressão local da igreja onde nós estamos.

A resposta não é uniformizar nossas igreja é termos todos buscando o mesmo alvo.

5- Mudança do profissional para o apaixonado;

O que nos impede de nos engajar na missão de Deus é quando pensamos que os verdadeiros ministros são os que fizeram seminários.

No novo testamento todos são chamados para ser ministro.

Todos no grego significa todos.

Quando a bíblia diz todos e nós vivemos como alguns, tem alguma coisa errada.

Todos são chamados para o ministério.

Todos são enviados em missão.

A pergunta é para onde e para quais pessoas?

Uma das grandes mentiras é que apenas uma classe de pessoas foi chamada para o ministério.

Existe um líder especial e somente ele pode fazer missão, só ele sabe da palavra.

6 – De sentados para sermos enviados;

Nossa preocupação é o impacto de crescimento no Reino de Deus.

Se a cada ano nossa igreja plantar uma igreja e aquelas igreja plantadas plantarem outras a cada ano teremos muito mais pessoas em todas aquelas igrejas do que somente em uma.

Nós não medimos a grandeza de uma igreja pela quantidade de pessoas sentadas nos bancos mas na quantidade de pessoas que conseguimos enviar para fora para começar novas igrejas e ampliar o impacto do Reino de Deus.

Capacitar e Liberar.

“Todo cristão é ou um missionário ou um impostor.” C.H. Spurgeon.

7 –  De convertidos para discípulos;

Não tem como separar evangelismo de discipulado.

8 – Mudança do adicional para o exponencial (da adição para multiplicação);

Um dos sinais de algo que está vivo e que ele se reproduz.

Temos tido pouca adição e menos ainda de multiplicação.

A matemática de Deus é diferente da nossa.

Será que a nossa igreja estará contada com a igreja de Deus que está em missão no mundo.

Que a nossa oração seja:

Senhor envia-nos a todos, mas que comece por mim.

Obs: anotações da segunda palestra de Ed Stetzer  na conferência Atos 29.

Pedro H. M. Quintanilha ><>

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s