Igreja 3.0

Neste video Neil Cole escritor do livro Igreja Orgânica, nos chama atenção para necessidade de atualizarmos o sistema operacional da Igreja. Como ele mesmo fala no video, não devemos voltar ao que era a primeira igreja. Precisamos avançar resgatando a essência e aprendendo com os 2000 anos de vitórias e derrotas.

No amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

15 Teses Sobre a Reencarnação da Igreja

500 anos depois do alemão Martinho Lutero ter lançado suas polêmicas 95 teses e ser usado como um dos catalizadores da Reforma Protestante, a Alemanha se tornou um país dominado pelo secularismo. Mas, ao que parece, o Espírito da Reforma continua vivo naquela nação. Depois de cinco séculos, Deus está usando um alemão novamente para ventilar ares frescos de Reforma na Igreja. No artigo a seguir, Wolfgang Simson lança suas “15 Teses para a Reencarnação da Igreja”, redefinindo de forma precisa a mudança de paradigmas que Deus está promovendo na Igreja contemporânea. Ecclesia semper reformanda est!

Deus transforma a igreja e isso, por sua vez, transformará o mundo. Milhões de cristãos em todo o mundo sentem que uma nova e surpreendente Reforma está se aproximando. Afirmam: “A igreja como a conhecemos impede uma igreja como Deus a quer”. É admirável o grande número de cristãos que parece perceber que Deus está tentando dizer-lhes a mesma coisa. Desse modo forma-se uma nova consciência coletiva para uma revelação existente há milênios, um eco espiritual coletivo.

Estou convicto de que as 15 teses a seguir reproduzem uma parcela daquilo que “o Espírito diz hoje às igrejas”. Para alguns isso será apenas uma pequena nuvem no horizonte de Elias. Outros já se encontram no meio da chuva.

1. Cristianismo como estilo de vida, não como sucessão de eventos religiosos

Bem antes de serem chamados de cristãos dava-se aos seguidores de Jesus Cristo o nome de “o Caminho”. Um dos motivos era que eles literalmente haviam encontrado o caminho de como se vive. O cerne da igreja cristã não é apropriadamente espelhado por uma série de eventos religiosos em recintos eclesiásticos reservados especialmente para encontros com Deus, oferecidos por clérigos profissionais. Pelo contrário, está em questão o estilo de vida profético dos seguidores de Jesus Cristo no dia-a-dia, que como famílias extensas espiritualmente ampliadas respondem a perguntas formuladas pela sociedade – justamente no local em que isso é mais decisivo: em casa.

2. Mudar o sistema das “Categogas”

Depois da época de Constantino Magno, no século IV, as Igrejas Ortodoxa e Católica desenvolveram e sancionaram um sistema religioso que consistia de um templo “cristão” (a catedral) e de um padrão básico de culto que imitava a sinagoga judaica. Dessa maneira, um sistema religioso não expressamente revelado por Deus, a “categoga”, uma mescla de catedral e sinagoga, tornou-se a matriz dos cultos de todas as épocas subseqüentes. Tingido como um acervo gentílico de pensamentos helenistas que, p.ex., faz separação entre o sagrado e o secular, o conceito das categogas recebeu uma função de “buraco negro”, que suga pela raiz praticamente todas as energias de transformação social da igreja e que por séculos deixou o cristianismo absorto em si próprio.

É verdade que Lutero reformou o conteúdo do evangelho, mas é notório que ele deixou as estruturas e formas exteriores da “igreja” intactas. As comunidades livres libertaram do Estado esse sistema eclesiástico, os batistas o batizaram, os quacres o drenaram, o Exército da Salvação o enfiou num uniforme, os pentecostais o ungiram e os carismáticos o renovaram, porém até hoje ninguém realmente o transformou. É precisamente essa hora que chegou agora.

3. A Terceira Reforma

Por ter redescoberto o evangelho da redenção “somente pela graça mediante a fé”, Lutero desencadeou uma Reforma – uma reforma da teologia. A partir do final do século XVII, movimentos de renovação como o Pietismo descobriram novamente o relacionamento pessoal do indivíduo com Deus. Isso levou a uma reforma da espiritualidade, a segunda Reforma. Agora Deus está avançando mais um passo, ao mexer com as formas básicas do ser igreja. Dessa forma ele desencadeia uma terceira Reforma, uma reforma das estruturas.

4. De casas que são igreja para Igreja nas Casas

Desde os tempos do Novo Testamento não existe mais algo como a “casa de Deus”. Deus não vive em templos erguidos por mãos humanas. É o povo de Deus que constitui a igreja. Por essa razão a igreja está em casa no exato lugar em que as pessoas estão em casa: nos lares. É ali que os seguidores de Cristo partilham a vida no poder do Espírito de Deus, tomam refeições em conjunto e muitas vezes nem mesmo hesitam vender propriedade particular, repartindo as bênçãos materiais e espirituais com outras pessoas. Instruem-se sobre como se inserir melhor, enquanto ser humanos, nas leis espirituais constitutivas de Deus em meio à vida prática – e justamente não por meio de palestras professorais, mas de modo dinâmico, no estilo de pergunta e resposta. É ali que oram, batizam e profetizam uns aos outros. É ali que podem deixar cair a máscara e até confessar pecados, porque conquistam uma nova identidade coletiva pelo fato de se amarem mutuamente, apesar de se conhecerem e constantemente tornarem a se perdoar e se aceitar.

5. Primeiro a Igreja tem que encolher antes de crescer

A maioria das igrejas cristãs simplesmente é grande demais para realmente proporcionar espaço para a comunhão. Foi assim que se tornaram “comunidades sem comunhão”. As comunidades eclesiais do Novo Testamento eram invariavelmente grupos pequenos, com cerca de 15 a 20 pessoas. O crescimento não acontecia pelo inchaço aditivo, formando comunidades eclesiásticas grandes, estacionárias e que lotavam catedrais com 20 a 300 pessoas, mas pelo crescimento multiplicativo da amplitude, apresentando características de um movimento. As igrejas nos lares se subdividiam quando tinham atingido o limite orgânico de cerca de 15 a 20 pessoas. Esse crescimento multiplicativo pela base possibilitou aos cristãos que também se congregassem para reuniões celebrativas que abrangiam a cidade toda, como, p.ex., nos salões do Templo em Jerusalém.

Em comparação com isso, a congregação cristã típica de hoje é um triste meio-termo: estatisticamente ela não é mais uma igreja no lar, mas tampouco já é um evento celebrativo. Dessa maneira, ela perde duas dinâmicas imaginadas pelo seu Inventor: a atmosfera dinâmica e relacional e o mega-evento eletrizante com efeito de sucção.

6. Do sistema de um pastor único para a estrutura de equipe

Igrejas nos lares não são conduzidas, p.ex., por um pastor, mas acompanhadas por um presbítero e por um dono de casa sábio e atento à realidade. As igrejas nos lares são interligadas em rede, formando movimentos, pela conexão orgânica dos presbíteros com o assim chamado ministério quíntuplo (apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres), que circula “de casa em casa” pelas igrejas, como um saudável sistema de circulação sangüínea. Nessa atividade as pessoas com dons apostólicos e proféticos (Ef 4.11,12; 2.20) desempenham um papel fundamental.
Sem dúvida os pastores são uma parte importante de toda a equipe, porém não podem ser mais que um fragmento dela, “para capacitar os santos para o serviço”. Seu ministério precisa ser complementado pelos outros quatro ministérios, do contrário as igrejas não apenas sofrem de enfermidades de carência espiritual, devido à dieta unilateral, mas igualmente os próprios pastores não conseguem mover nada, ficando impedidos de se realizar em sua vocação.

7. As peças certas – montadas erroneamente

Num quebra-cabeça é essencial que as peças sejam montadas de acordo com o modelo certo, do contrário não apenas fica incorreto o quadro inteiro, mas também as diversas peças não fazem sentido. No cristianismo temos todas as peças à disposição, mas por tradição, lógica de poder e zelo religioso quase sempre as montamos erroneamente. Assim como existe H2O nos três estados de agregação (gelo, água e vapor) também os dons de serviço (Ef 4.11,12), como, p.ex., o do pastor, ocorrem de três formas, porém muitas vezes na forma errada no lugar errado. Eles congelaram como pedras por meio do clericalismo eclesiástico, correm como água límpida ou ainda evaporam na falta de compromisso.
Assim como a melhor coisa é regar flores com água, também os cinco ministérios que fomentam a igreja (apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres) têm de reencontrar formas novas – e muito antigas – na igreja, para que o sistema todo comece a florescer e cada pessoa encontre um lugar apropriado no todo. Por isso a igreja não pode nem deve voltar atrás na História, porém precisa retornar à matriz original.

8. Das mãos dos burocratas eclesiásticos ao sacerdócio de todos os que crêem

As igrejas do Novo Testamento nunca foram dirigidas por um “homem santo” ou “senhor pastor”, que se encontra numa ligação especial com Deus em substituição a outros e que regularmente alimenta consumidores relativamente passivos na fé, como se fosse um Moisés do Novo Testamento. O cristianismo assumiu das religiões gentílicas – ou, na melhor das hipóteses, do judaísmo – a categoria dos sacerdotes como um espaço amortecedor de mediação entre Deus e o ser humano.

Desde os dias de Constantino Magno a rigorosa profissionalização da igreja já pesou tempo suficiente como maldição sobre a igreja, subdividindo artificialmente o povo de Deus em leigos infantilizados e clero profissional. Conforme o Novo Testamento, há “um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus” (1 Tm 2.5). Deus retém sua bênção quando profissionais da religião se imiscuem entre ele e o povo. O véu do Templo foi rasgado e Deus possibilita a todas as pessoas terem acesso a ele diretamente por meio de Jesus Cristo, o único Caminho e Advogado. Já não precisam manter contato com ele de forma mediada e indireta através do representante de uma casta religiosa. A fim de transportar para a prática o “sacerdócio de todos os que crêem”, que entrementes já foi impetrado há 500 anos pela primeira Reforma, o atual sistema de uma igreja profissionalizada e burocratizada terá de ser transformado radicalmente – ou afundará na irrelevância religiosa.

A burocracia é a mais diabólica de todas as formas de administração, porque no fundo levanta apenas duas perguntas: sim ou não. Nela dificilmente há espaço para a espontaneidade, a humanidade e a vida genuína cheia de variações. Essa forma estrutural pode ser adequada a empreendimentos políticos ou econômicos, porém não ao cristianismo. Deus parece estar em vias de libertar seu povo do cativeiro babilônico de burocratas eclesiásticos e de pessoas no exercício do poder religioso, bem como tornar a igreja novamente um bem comum. Faz isso ao colocá-la nas mãos de pessoas simples, chamadas por Deus para algo extraordinário e que, como nos dias de outrora, talvez ainda estejam cheirando a peixe, perfume ou revolução.

9. Das formas organizadas para as formas orgânicas de cristianismo

O “corpo de Cristo” é linguagem figurada para um ente profundamente orgânico e não para um mecanismo organizado. Localmente a igreja consiste de uma pluralidade de famílias espirituais extensas, que estão organicamente interligadas em uma rede. A maneira como cada igreja está ligada à outra constitui uma parte integrante da mensagem do todo. De um máximo de organização com um mínimo de organismo é preciso passar novamente para um mínimo de organização com um máximo de organismo. Até aqui o excesso de organização muitas vezes sufocou o organismo “corpo de Cristo” como uma camisa-de-força – por medo de que algo pudesse dar errado. Contudo, medo é o oposto da fé, não representando exatamente uma virtude cristã sobre a qual Deus desejasse edificar sua igreja. O medo visa controlar – a fé sabe confiar. Por isso, controlar pode ser bom, mas confiar é melhor.

O corpo de Cristo foi confiado por Deus às mãos fiéis de pessoas que possuem um dom carismático especial: são capazes de crer que Deus ainda mantém o controle da situação quando elas próprias já o perderam há tempo. Sem dúvida o ecumenismo político e as hierarquias denominacionais tiveram sua chance de mostrar resultados no passado, mas não obtiveram êxito. Hoje é necessário criar redes regionais e nacionais que se baseiam sobre a confiança, para que formas orgânicas de cristianismo possam ser novamente desenvolvidas.

10. Cristãos adoram a Deus, não a seus cultos

Visto de fora, o cristianismo se apresenta do seguinte modo para muitas pessoas: pessoas santas dirigem-se, numa hora santa, num dia santo, a um prédio sagrado, a fim de participar de um ritual sagrado, celebrado por um homem santo em vestimentas sagradas, em troca de uma oferta sagrada. Uma vez que essas promoções regulares, orientadas pelo desempenho e chamadas de “culto divino”, requerem muito talento organizativo e consideráveis recursos administrativos, os rituais formalistas e modelos de comportamento institucionalizados rapidamente se solidificaram em tradições religiosas.

Em termos estatísticos, o tradicional culto dominical de uma a duas horas de duração, com cifras do porte de 20 a 300 visitantes, é extremamente voraz em termos de recursos. Apesar disso, produz bem poucos frutos na forma de pessoas que estejam dispostas a mudar de vida como discípulos de Jesus. Em termos econômicos, o culto tradicional é uma estrutura que exige muitíssimo investimento, mas produz poucos resultados.

Na História, o desejo dos humanos de adorar “corretamente” a Deus levou aos constrangedores denominacionalismo, confessionalismo e nominalismo. É um enfoque que desconsidera que os cristãos são chamados a adorar “em Espírito e em verdade” – e não a repetir, em pequenas e grandes catedrais, hinos costumeiros. Essa mentalidade de programação, que se compraz em reiterar o proverbial “Amém” na igreja, ignora que toda a vida é pulsante, muda constantemente e é absolutamente informal.

Sendo o cristianismo “o caminho da vida”, ele é por natureza informal e espontâneo, e tão-somente o violentamos por meio dos rituais religiosos repetitivos. O cristianismo precisa afastar-se das impressionantes celebrações teatrais em recintos eclesiásticos e recomeçar a viver de modo impressionante a vida cotidiana. É isso que verdadeiramente serve a Deus.

11. Não levar mais o povo à Igreja, mas a Igreja ao povo

A igreja está se transformando de volta, saindo de uma estrutura do “vinde” para uma estrutura do “ide”. Uma das conseqüências é que não se tenta mais levar as pessoas à igreja, mas a igreja até as pessoas. A missão da igreja jamais alcançará seu alvo se meramente adicionar acréscimos à estrutura existente. Ela unicamente acontecerá em termos multiplicativos por meio da expansão das igrejas na forma de fermento, inclusive entre grupos da população que ainda não conhecem a Jesus Cristo.

12. A Santa Ceia é redescoberta como uma verdadeira refeição

A tradição eclesiástica conseguiu a façanha de “celebrar” a santa ceia em doses homeopáticas, com algumas gotas de vinho, uma bolacha insípida e um semblante triste. No entanto, segundo a fé cristã, a “ceia do Senhor” é uma refeição substancial com significado simbólico, não uma refeição simbólica com significado substancial. Deus está novamente afastando os cristãos das missas, de volta às mesas, de volta à refeição.

13. Das denominações para a Igreja da Cidade

Jesus deu vida a um movimento – mas o que apareceu foram empresas religiosas com redes globais, que comercializavam suas respectivas marcas do cristianismo, fazendo concorrência uma à outra. Por causa dessa subdivisão em nomes e marcas a maior parte do protestantismo perdeu sua voz no mundo e tornou-se politicamente irrelevante. Muitas igrejas estão mais preocupadas com especialidades tradicionais e discórdias religiosas dentro de seus muros do que com dar um testemunho perante o mundo em conjunto com outros cristãos.

Jesus jamais pediu aos seres humanos que se organizassem em denominações. Nos primeiros dias da igreja os cristãos tinham um dupla identidade: eram seguidores de Jesus Cristo, convertidos verticalmente a Deus. Em segundo lugar, congregavam com base na geografia, quando também se convertiam localmente uns aos outros, formando movimentos eclesiais. Não somente se ligavam em igrejas de vizinhança ou nos lares, nas quais partilhavam sua vida cotidiana, mas também expressavam sua nova identidade em Cristo – na medida em que as respectivas circunstâncias políticas o permitissem. Encontravam-se para cultos festivos de abrangência local ou regional. Neles celebravam sua unidade como movimento eclesial da região ou cidade e demonstravam um testemunho conjunto perante o mundo.

Deus está chamando o cristianismo de volta a essas dimensões. O retorno ao modelo bíblico da “igreja da cidade” – ou seja, uma nova credibilidade das igrejas nos lares dos bairros, aliada a cultos festivos de abrangência local ou regional, em que todos os cristãos de uma região se congregam regularmente – não apenas fomenta a identidade coletiva e credibilidade espiritual dos cristãos, mas também confere à igreja um peso político, e chamará a atenção que a mensagem cristã merece.

14. Uma mentalidade à prova de perseguição

Jesus, o cabeça de todos os cristãos, foi crucificado. Hoje seus seguidores estão tão ocupados com suas posições e seu papel respeitável na economia, política e sociedade, ou pior ainda, estão adaptados e quietos de forma tão pouco cristã, que quase não são mais notados.

Jesus diz: “Abençoados sois quando por minha causa as pessoas vos injuriarem e perseguirem” (Mt 5.11). O cristianismo bíblico é uma ameaça para o ateísmo e pecado gentílicos, para um mundo que foi dominado pela ganância, pelo materialismo, pela inveja e pela tendência de crer em absolutamente tudo, a menos que esteja na Bíblia. Isso levou à aceitação social de comportamentos na esfera da moral, do sexo, do dinheiro e do poder que somente podem ser explicados na dimensão demoníaca. Até o momento, o cristianismo atualmente conhecido não constitui um contraste para isso, mas em muitos países ele é simplesmente inócuo e gentil demais para que fosse digno de perseguição.

Quando, porém, os cristãos começarem a redescobrir os valores do Novo Testamento, a viver uma vida resultante e perder a vergonha de dar nome, p.ex., ao pecado, o mundo em seu redor será atingido no cerne de sua consciência e reagirá, como de costume, com conversão ou com perseguição. Ao invés de construir para si ninhos em zonas confortáveis de presumida liberdade religiosa, os cristãos precisam preparar-se novamente para serem descobertos como réus principais e ovelhas negras. Nada mais farão que ser um estorvo para o humanismo universal, para a moderna escravidão do entretenimento e para a descarada adoração do Eu, o falso centro do universo. É por essa razão que cristãos despertos rapidamente sentirão as conseqüências do liberalismo fundamentalista e da “tolerância repressiva” de um mundo que perdeu suas normas absolutas porque se negou a reconhecer seu Deus Criador com seus padrões absolutos.

Em conexão com a crescente ideologização, privatização e espiritualização da política e economia, os cristãos obterão mais cedo do que esperavam uma nova chance para ocupar, ao lado de Jesus, o banco dos réus da sociedade do bem-estar. É bom que hoje mesmo já se preparem para o futuro, desenvolvendo uma mentalidade à prova de perseguições e, em conseqüência, construam uma estrutura à prova de perseguições.

15. A Igreja volta para casa

Qual é o lugar mais simples para uma pessoa ser santa? Ela se esconde atrás de um grande púlpito e, trajada com túnicas sagradas, prega palavras santas a uma massa sem rosto, desaparecendo depois em seu gabinete. E qual é o lugar mais difícil e, por isso mais significativo, para uma pessoa ser santa? Em casa, na presença de sua família, onde tudo o que ela diz e faz é submetido a um teste espiritual automático e conferido com a realidade. Ali todo o farisaísmo devoto está irremediavelmente condenado à morte.

As parcelas mais significativas do cristianismo fugiram do enraizamento na família, como lugar flagrante do fracasso pessoal, para salões sagrados, onde se celebram missas/cultos artificiais bem afastados do cotidiano. No entanto Deus está em vias de reconquistar novamente para si as casas como locais de culto. Dessa forma a igreja retorna novamente às próprias raízes, ao lugar de onde ela procede, a um movimento de igrejas nos lares. Assim, a igreja volta literalmente para casa. Na última fase da história da humanidade, pouco antes do retorno de Jesus Cristo, fecha-se o círculo da história da igreja.

Quando cristãos de todos os segmentos sociais e culturais, de todas as situações de vida e denominações sentirem em seu espírito um eco nítido daquilo que o Espírito de Deus diz à igreja, eles começarão a funcionar claramente como um corpo, a ouvir globalmente e agir localmente. Deixarão de pedir que Deus abençoe o que fazem e começarão a fazer o que Deus abençoa. Na própria vizinhança se congregarão em igrejas nos lares e se encontrarão para cultos festivos que abrangem a cidade ou região toda.

Você também está convidado a aderir a esse movimento aberto e dar a sua própria contribuição. Dessa maneira provavelmente também a sua casa há de ser uma casa que transforma o mundo.

Extraído do livro “Casas que Transformam o Mundo”, Editora Evangélica Esperança; via Pão e Vinho.

No amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

A Terceira Reforma

Há 500 anos atrás, Deus usou alguns homens dotados de uma veia profética para romper com um milênio de trevas na Igreja. Deixamos Roma, e começamos então nossa jornada de partida de Babilônia rumo à Sião. A maioria dos evangélicos, no entanto, pensa que a Reforma do século XVI – que produziu Lutero, Calvino e Zwinglio – é o final da agenda restauracionista de Deus. Mas, na verdade, a Reforma Protestante foi somente o início deste processo, como nos explica Márcio da Rocha:

Hoje nos encontramos em meio à uma terceira Reforma da igreja cristã.

A primeira Reforma aconteceu no século XVI, com Martinho Lutero , Calvino e outros. Esses irmãos redescobriram a essência da mensagem do Evangelho de Jesus Cristo: a salvação mediante a fé, pela graça de Deus. Uma reforma, portanto, eminentemente teológica.

A segunda Reforma ocorreu no início do século XVIII, por influência do movimento Pietista. Os adeptos do movimento Pietista redescobriram a bênção do relacionamento pessoal, da intimidade com Cristo pela fé. Isto ocasionou a reforma da espiritualidade, a volta da busca pessoal ao Deus amoroso, e da leitura devocional da Bíblia. Esta segunda reforma impulsionou um movimento missionário muito forte nos anos seguintes.

A Reforma de Lutero e Calvino reportou-se ao conteúdo do Evangelho, à essência da mensagem cristã, mas não modificou a forma de organização da igreja nem a estrutura básica dos cultos a Deus. O vinho novo do Evangelho continuou sendo colocado no odre velho do catolicismo, que por sua vez espelha-se no Judaísmo, com seus templos, sacerdotes (ou ministros) exclusivos e rituais solenes e altamente formais. A divisão dos cristãos em duas categorias ou “castas” – o clero e os leigos – continuou intacta, mesmo depois da primeira Reforma. Os leigos continuaram expectadores passivos nos cultos, enquanto uma meia dúzia de ministros atuavam para eles. O Sacerdócio Universal de Todos os Crentes, doutrina proclamada e defendida pelos primeiros reformistas, não conseguiu vencer a teoria. Na prática, continuou-se a vivenciar “o sacerdócio de alguns crentes”.

A segunda Reforma, promovida pelo Pietismo, embora tenha restaurado a benção do relacionamento pessoal do cristão com o seu Senhor, também não promoveu mudança na forma nem na estrutura da igreja: o odre velho continuava a ser usado para veicular o vinho novo.

A Terceira Reforma, a qual vivemos hoje, é a restauração da forma e da estrutura primitiva da igreja. Milhões de cristãos no mundo todo estão abandonando as igrejas formais e institucionais, e passando a se reunir como a igreja primitiva, nos lares, de forma orgânica e participativa, sem ministros ordenados, nem templos, nem dia sagrado, nem dinheiro para sustentá-los. Trata-se de um novo (porém antigo) enfoque global da igreja, cujo modelo é baseado no Novo Testamento e não no Velho Testamento.

Esta terceira reforma está trazendo às pessoas, de novo, a participação ativa nos cultos. O sacerdócio é de todos os crentes. Todos ministram com seus dons e talentos durante as reuniões das igrejas nos lares. Todos edificam e todos são edificados. Todos falam e ouvem. Todos oram, todos escolhem e ministram as canções. Todos batizam os novos convertidos. Todos ceiam a ceia do Senhor – comida farta, pão e vinho. Os homens mais velhos e mais maduros espiritualmente – os presbíteros – lideram essas igrejas e cuidam para que não surjam heresias no povo de Deus. Tudo é feito com ordem e decência. Fora das reuniões, uns pastoreiam outros, cuidando uns dos outros, provendo as necessidades do corpo de Cristo.

Também esta terceira reforma permitiu a volta de um tipo de igreja incomparavelmente menos dispendiosa financeiramente do que a igreja de pastores. Sem ministros profissionais, nem edifícios para manter, nem funcionários, as igrejas nos lares proliferam aos montes nas ruas das cidades e povoados do mundo, quase que sem a necessidade de arrecadar dinheiro. Elas não estão ligadas à denominações ou macro-corporações. São simplesmente igrejas, ligadas diretamente ao Senhor e interdependentes, por amor a ele. Já não se sabe hoje quantas existem. Ninguém as controla, a não ser o Senhor.

A Terceira Reforma é a reforma da forma da igreja. A igreja com a teologia reformada, com o relacionamento pessoal com Cristo reformado, e com esta nova (e ao mesmo tempo primitiva) forma e modelo, vai crescer muitíssimo, como a igreja do primeiro século. E provavelmente vai cair nas graças do povo, à medida em que o Senhor acrescenta dia-a-dia os que serão salvos, até que Ele volte fisicamente.

Veja também: https://reinoesacerdote.wordpress.com/2011/06/27/15-teses-sobre-a-reencarnacao-da-igreja/

Fonte: Pão e Vinho

No amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

Se a Igreja não é um prédio, o que é?

Infelizmente quando pensamos na palavra IGREJA  associamos com um prédio, eventos, um culto em um dia da semana (domingo). Entre outras coisas que estão longe de ser o que realmente a Igreja é. Este video irá nos levar a uma pequena reflexão sobre isso.

Pedro Quintanilha ><> 

A Doutrina de Cristo

Muito me preocupa o fato de  focarmos em tantas coisas e muitas vezes nem nos dar conta de quais são os ensinos onde estão os fundamentos da nossa fé. Por isso gostaria de hoje postar sem muitos comentários ou opiniões a pura e simples, profunda e prática doutrina de nosso mestre e Senhor Yeshua (Jesus) o Cristo de Deus. Seguem abaixo as transcrições literais dos Capítulos 5,6,7 e verso 1 do cap 8 do evangelho de Mateus e o Capítulo 6 apartir do verso 20 do evangelho de Lucas versão NVI.

Mateus relata:

Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele, e ele começou a ensiná-los, dizendo:

“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus.

Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.

Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos.

Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia.

Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus.

Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.

Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus.

“Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês.Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês.”

“Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.

“Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”.

“Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir.Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra.Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus. Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus”.

“Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’, e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’.Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá’, será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco! ’, corre o risco de ir para o fogo do inferno.

“Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta.

“Entre em acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo ao tribunal. Faça isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contrário, ele poderá entregá-lo ao juiz, e o juiz ao guarda, e você poderá ser jogado na prisão.Eu lhe garanto que você não sairá de lá enquanto não pagar o último centavo”.

“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não adulterarás’.Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.

Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele lançado no inferno.E se a sua mão direita o fizer pecar, corte-a e lance-a fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ir todo ele para o inferno”.

“Foi dito: ‘Aquele que se divorciar de sua mulher deverá dar-lhe certidão de divórcio’.Mas eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, faz que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério”.

“Vocês também ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não jure falsamente, mas cumpra os juramentos que você fez diante do Senhor’. Mas eu lhes digo: Não jurem de forma alguma: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o estrado de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. E não jure pela sua cabeça, pois você não pode tornar branco ou preto nem um fio de cabelo.

Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno”.

“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’.Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas.Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado”.

“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’.Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso! E se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês”.

 “Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial.

“Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará”.

“E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará. E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem.

Vocês, orem assim:

‘Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome.

Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.

Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.

Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.

E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’.

Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas”.

“Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os homens vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, ponha óleo sobre a cabeça e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê no secreto. E seu Pai, que vê no secreto, o recompensará”.

“Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.

“Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!

“Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”.

“Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?”Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem.Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer? ’ ou ‘que vamos beber? ’ ou ‘que vamos vestir? ’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas.

Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.

Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal”.

“Não julguem, para que vocês não sejam julgados.Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. “Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.

“Não dêem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão”.

“Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta.Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. “Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem! Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas”.

“Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela.Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram”.

“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores.Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo.

Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!

“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’ ”

“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha.

Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia.Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda”.

Quando Jesus acabou de dizer essas coisas, as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino, porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da lei.

Quando ele desceu do monte, grandes multidões o seguiram.

Lucas relata:

Então, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.

Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.

Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, e quando vos expulsarem da sua companhia, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do homem. Regozijai-vos nesse dia e exultai, porque eis que é grande o vosso galardão no céu; pois assim faziam os seus pais aos profetas.

Mas ai de vós que sois ricos! porque já recebestes a vossa consolação.

Ai de vós, os que agora estais fartos! porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides! porque vos lamentareis e chorareis.

Ai de vós, quando todos os homens vos louvarem! porque assim faziam os seus pais aos falsos profetas.

Mas a vós que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam,

bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.

Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, não lhe negues também a túnica.

Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames.

Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.

Se amardes aos que vos amam, que mérito há nisso? Pois também os pecadores amam aos que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito há nisso? Também os pecadores fazem o mesmo.

E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito há nisso? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto.

Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os integrantes e maus.

Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.

Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados.

Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós.

E propôs-lhes também uma parábola: Pode porventura um cego guiar outro cego? não cairão ambos no barranco?

Não é o discípulo mais do que o seu mestre; mas todo o que for bem instruído será como o seu mestre. Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.

Porque não há árvore boa que dê mau fruto nem tampouco árvore má que dê bom fruto.

Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois dos espinheiros não se colhem figos, nem dos abrolhos se vindimam uvas.

O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.

E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?

Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante:

É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala, e pôs os alicerces sobre a rocha; e vindo a enchente, bateu com ímpeto a torrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque tinha sido bem edificada.

Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a torrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.

Sem comentários.

Pedro Quintanilha ><>

DNA do Corpo de Cristo

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”  Rm 8.28,29

“ A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo  e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas, para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor, pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele.” Ef. 3. 8-12

Nossa parte no propósito eterno está diretamente relacionada à posição e condição que Cristo por meio do seu sacrifício e ressurreição conquistou para nós e nossa atitude de contínua busca com perseverança para sermos formados segundo o caráter de Cristo. Para que isso aconteça existem condições a qual devemos nos submeter.

1° Nos render ao Senhorio de Jesus.

“E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” At 2.21

“Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” At 2.36

Para recebermos Jesus como salvador ele precisa antes ser nosso Senhor isso implica em arrependimento, batismo e receber o espírito santo (At 2.38)

2° Fazer a vontade de Deus, ou seja, obedecer aos Seus mandamentos.

“Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” Lc 6.46,47

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Mt 7.21

Sem ser reducionista (pois Jesus não o era) podemos ver que Jesus resumiu os mandamentos.  Ele nos deu uma base que por meio da simplicidade e prática resumiu não só a lei e os profetas como a sua doutrina.  Precisamos então descobrir quais são estes mandamentos mais importantes para vivê-los e ensiná-los.

É ai que entramos no que podemos chamar de o DNA do corpo de Cristo.

O DNA é nosso código genético, ele está presente em cada célula do nosso corpo, o DNA é o que diz quem nós somos, no corpo de Cristo não é diferente.

Descrição Científica: “O DNA (ácido desoxirribonucléico) é a parte mais importante de cada célula. Ele contém informações vitais que passam de uma geração à outra. O DNA coordena sua fabricação, assim como a de outros componentes das células, como as proteínas. Pequenas alterações do DNA podem ter conseqüências graves, e a sua destruição leva à morte celular.” Fonte: http://saude.hsw.uol.com.br/dna1.htm

O DNA do corpo de Cristo pode ser enxergado assim:

– Divina Verdade = O grande mandamento:

“Mestre, qual é o grande mandamento na Lei?

Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tu alma e de todo o teu entendimento.” Mt 22.37,38

– Nutrição de Relacionamentos = O segundo grande mandamento e o novo mandamento.

“O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt22.39)

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” (Jo 13.34,35)

– Apostolicidade da Missão = A grande comissão

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mt 28.18-20)

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. “ (Mc 16.15)

Este padrão de ensino possui 3 conselhos referentes a Fé, Amor, Esperança a qual Paulo o apóstolo usou algumas vezes.

Ou seja:

A é nossa resposta a verdade.

O Amor é nossa resposta aos relacionamentos.

A Esperança é nossa resposta a missão.

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.” (1co13.13)

“Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vós, desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos; por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho…” (cl1.3-5)

…recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.”  (1Ts1.3)

Esse é o DNA do Corpo de Cristo que possamos ser diligentes em guardar estes mandamentos em nossos corações através da pratica deles em nossas vidas. Gostaria de lembrar que não devemos desmenbrar, subtrair ou acrescentar nada ao DNA, pois se fizermos isso teremos anomalias, vemos algumas dessas anomalias retratadas na inoperância do Corpo em algumas regiões, a respeito disso não falaremos agora, cabe a nós guardarmos estas verdades e como já disse buscar dia a dia colocá-las em prática em nossas vidas.

Em Cristo,

Pedro Quintanilha ><>

O Céu é Agora

Dallas Willard traz nesse curto video o entendimento de que podemos viver a realidade do céu agora. Acredito que este video pode vir como um complemento ao post abaixo onde escrevi um pouco sobre a realidade presente do Reino invisível.

No amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

 

O Reino Invisível uma Realidade Presente

Muitos de nós esperamos a manifestação do Reino vindouro, temos o desejo de que Jesus volte logo para nos buscar. Pensamos que o mundo em que vivemos vai de mal a pior e que a tendência dele é só piorar.

Uma música que caracteriza muito bem a mentalidade evangélica atual é “..Ainda bem que eu vou morar no Céu.”

Mas essa não é a vontade de Deus, pois Jesus mesmo quando estava entre nós em carne orou ao Pai dizendo Venha o teu Reino e seja feita a tua vontade assim na Terra como nos Céus. Nós desejamos ir para o Céu enquanto Jesus deseja que o Reino venha para a Terra.

Precisamos mudar nossas mentes e nos alinharmos com a vontade de Deus que é manifestar o Reino neste tempo presente para que então possamos viver uma realidade de Reino plena em um tempo futuro.

Onde Deus deseja manifestar este Reino hoje?

Em pessoas este reino não vem com visível aparência ele já esta dentro de nós como diz a bíblia em Lucas 17.

O tempo de Deus para nossas vidas se chama hoje e Ele deseja hoje manifestar o seu Reino em pessoas e assim através de pessoas transformar circunstâncias, lugares e regiões.

Vivemos em uma expectativa visível do Reino, mas ele só irá se manifestar um dia de forma visível se aprendermos a caminhar neste tempo em que ele está se manifestando de forma invisível e é justamente aí que esta o seu poder pois aquilo que não é visto não pode ser destruído por isso o Reino é inabalável pois ele é invisível.

Isso nos leva a uma nova perspectiva e nos impulsiona a trabalhar. A Terra foi dada a nós para que possamos nela cultivar, multiplicar, sujeitar e dominar isso fala de governar e a partir deste governo criar cultura. (Ver Gn 1. 28-30).

Esta nunca deixou de ser nossa responsabilidade, hoje redimidos em Cristo podemos de fato assumi-la e efetivamente cumpri-la, pois nosso Senhor Jesus nos comprou com seu sangue e além disso recuperou toda autoridade que a humanidade tinha depositado nas mão de satanás. (Ver Mt 28.18-20)

 Esperamos a vinda da Jesus, mas ele já veio. Ele nos deu uma missão e temos de cumpri-la na expectativa e esperança do seu retorno. Não devemos ser negligentes no que diz respeito à manifestação deste Reino presente, pois isso determinará se nós vamos experimentar a manifestação do Reino vindouro.

No amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

Mentalidade Idólatra

Anderson Bomfim com uma breve reflexão sobre a mentalidade com a qual prestamos nosso culto a Deus.

Que não entremos na dinâmica dessa mentalidade.

No Amor de Jesus,

Pedro Quintanilha ><>

 

A Cruz Como Porta

A mensagem da cruz sempre foi e sempre será a mensagem central do evangelho, porém ela não é e nunca será sua mensagem final. A cruz é o altar onde o Cristo de Deus foi sacrificado para que pudéssemos através do seu sangue ser redimidos. A cruz é o lugar pelo qual todos os crentes precisam passar para que possam definitivamente penetrar na realidade do reino de Deus.

ALTAR = LUGAR DE SACRFICIO, PORTA.

Para passarmos por esta porta temos de trilhar o caminho da humilhação, reconhecendo nossa total incapacidade de salvar-nos a nós mesmos, devemos crer, nos identificar (através do arrependimento) e nos apropriar do sacrifício de Jesus.

Um grande mal do movimento evangélico atual é tentar viver os benefícios do Reino sem passar pela porta da cruz. Se continuarmos vivendo dentro desta perspectiva seguiremos com um evangelho fraco que busca seus próprios interesses e não causa mudanças efetivas em nossa sociedade, caminhando dentro de uma perspectiva de uma mentalidade idólatra.

A vida no reino de Deus se inicia após nos depararmos com a cruz. A cruz vem para nos matar e depois de morrermos o mesmo espírito que ressuscitou Jesus de entre os mortos nos ressuscita para uma nova vida nele.

Jesus tem muito mais para nós do que uma vida de sacrifício e sofrimento, o Senhor padeceu e se sacrificou para nos proporcionar a sua plenitude, uma vida abundante e gloriosa. Isso não nos isenta da morte na cruz, não nos isenta da renúncia ao pecado, não nos isenta de abrimos mão dos sonhos que não exaltam a Deus. Apesar de toda a renúncia e morte que o Senhorio de Cristo requer de nós o nosso Senhor e Rei deseja que em vida reinemos com ele, é desejo de Deus nos fazer porta do céu na terra para a manifestação do seu reino eterno em todas integralmente ou seja em todas as dimensões da vida quer espiritual, psíquica e física.

Em Cristo,

Pedro Quintanilha ><>