RICOS DE SI MESMOS (Ap. Luiz Hermínio)

Fato é: O homem tenta maquiar as coisas desde o jardim do Éden. Um comportamento de ocultar suas culpas e vergonhas achando que com isso será melhor aceito, e, assim, caminha a humanidade! O pior, é que esta cultura de ocultar o seu verdadeiro “eu” caído virou tradição e retransmitimos aos novos cristãos que chegam em nossas igrejas. Eles já adentram a vida em Deus sendo encaixados em padrões religiosos e tendenciosos existentes colocando uma capa sobre suas verdades.

As 7 igrejas da Ásia, descritas por revelação através do Apóstolo João, descrevem os sete períodos da igreja na terra. A última delas, a Igreja de Laodicéia, descreve uma decadência espiritual observada nos dias de hoje. A tônica da repreensão divina é a seguinte: Pensa que és rica, mas és pobre! (Apocalipse 3:14)

Neste pequeno confronto reside toda a questão: O perigo está na troca de valores internos pelos externos. Por isso, Deus nos deixa um recado: Guarda o que tu tens para que ninguém tome a sua Coroa porque ao que vencer lhe será dada a Coroa da Vida! Mas que tesouro precioso é este e que vitória tão almejada é esta? As pessoas estão perdidas em relação a esta verdade e alimentam fábulas sobre esta questão. É momento de colocarmos o coração nas verdadeiras riquezas e verdadeira vitória: O que é ser rico e vencer?

A igreja está buscando uma identidade fora de Deus, se você tiver que buscar uma referência externa para saber quem você é, é porque você ainda não tem uma identidade. Nossa geração pensa que é rica, e isso é pura fantasia porque quando eu sei que não tenho algo, então eu faço de tudo para ter este algo, mas se eu penso que tenho e finjo que não preciso sou hipócrita e Deus não pode agir em mim.

É simples: Quando você não tem, e entende que nada possui você vai se esforçar para mudar e Deus valorizará a posição de seu coração. O grande problema é que pensamos ser alguma coisa, ostentamos uma aparência, construímos uma imagem, mas não temos absolutamente nada daquilo que dissemos segurar em nossas mãos. Quem promove a aparência é a religião, Deus promove a santidade. Deus não é religioso, Ele é santo.

A igreja se transformou em um baile de máscaras, onde as pessoas expressam emoções e sentimentos que não existem e omitem o que realmente estão sentindo para serem aceitas. Querem comprar o que não precisam, com o dinheiro que não possuem para impressionar a quem não conhecem. Um tipo de evangelho secular que oferece felicidade por meio de bens materiais e atividade de escolha pessoal de cada indivíduo. Doutrina que nos leva a viver para consumir e não consumir para viver.

Eu aconselho que você compre ouro puro! O Ourives trabalha com ouro, ele trata o metal até que ele seja totalmente refinado, derrete em processos fazendo separação entre aquilo que é realmente valioso e as impurezas que sobem a superfície. O ouro, o que realmente importa, fica no fundo, onde ninguém vê. Existem áreas que são escondidas mas que são nosso caráter íntegro sendo guardado em Deus, isso é que importa. Precisamos voltar a ser simples. Precisamos ser simples como a pomba, um pássaro sem expressão de beleza mas que enxerga uma visão de cada vez, a simplicidade traz foco.

E falando em foco, o nosso está nublado, o foco da igreja deveria ir para o céu, entretanto, muitas igrejas tem arrastado multidões que visam o lucro através do evangelho fácil, pessoas que amam o dinheiro e que abraçaram as riquezas. Precisamos ser curados do orgulho, da prepotência, da arrogância, do individualismo. Há denominações que preparam o povo para viver na terra e não para morar no céu com Jesus. Precisamos perder esta vida, esta vida é lixo, as pessoas anseiam enriquecer e ficar na terra, enquanto toda nossa esperança deveria estar no porvir, por isso pensas que tu és rico, pensas que não te falta nada, mas nada tens.

Deus está cansado da Igreja que busca a fama não a fome, ele não quer os famosos ele deseja os famintos. Estamos vivendo uma igreja negligente e inadimplente, porque tem vergonha de mostrar sua verdadeira cara assim como é. É momento daqueles que tem a estrutura de caráter de um filho de Deus mostrar seu rosto transfigurado pela glória, afinal de contas, o próprio Cristo disse: Quem vê ao Pai vê a mim. Este texto deixa claro que o premio é dado ao que vencer, mas vencer o que, ou quem se o diabo já foi vencido na cruz por Jesus, simples, precisamos vencer a nós mesmos, nossa velha criatura.

É hora de dar um basta em Amuletos ungidos, rudimentos, tudo isso para não descer do salto e não largar a bolsa de arrogância que carregamos nas costas. Achamos que por estarmos desenvolvendo um trabalho no Reino de Deus podemos garantir uma vida cheia de vantagens e benefícios como um plano divino de garantias celestes. Ser usado por Deus não significa ser aprovado por Deus. Nada que você faz para Deus pode transformar a sua vida, você pode trabalhar para Deus e ir para o inferno, os dons não são garantias são presentes, há pessoas estruturando sua salvação e conduta cristã sobre estruturas que ficam a mostra, enquanto a garantia da vida eterna está nos fundamentos que ninguém vê.

Não esconda suas vergonhas através de um cargo ou função no corpo de Cristo, esta é a estratégia da religião, quando você sobe escadas de joelhos, acende velas as entidades, até mata em nome de Deus e acha que por tudo isso pode ser perdoado e receber brindes do Trono da Graça. Nada disso pode mudar o seu coração, você pode ajudar a curar pessoas com esforço e dedicação mas viver como um doente espiritual se não viver de forma verdadeira e sincera.

Não espere o Espírito Santo dizer quem você é, reconheça como Isaías o fez, é momento de vermos nossas próprias fraquezas. Faça como Israel diga em alto e bom som quando Deus lhe perguntar quem você é: Eu sou Jacó! No hebraico ele estava dizendo: Eu sou enganador, e Deus disse: Te chamavas, lutastes com Deus e vencestes a guerra contra seu próprio orgulho.

Pare de ouvir a razão e ouça a voz de Deus. Sua razão levará você a tomar decisões pautadas na sua reputação e não no projeto dos céus. Não construa sua vida em coisas materiais, sua vida é eterna, as coisas banais desta vida são apenas frivolidades e ficarão. Na constituinte do evangelho, o Sermão da Montanha de Mateus 5 e 6, Jesus dá um basta ao farisaísmo, dizendo que tudo o que é feito para não pode ser visível aos homens, antes, ele instrui a cada um criar um projeto oculto com Deus de intimidade.

Chega de sorrisos amarelos falsos e mentirosos, chega de cantar o quero que valorize enquanto você não enxerga mais valor nem em você mesmo imagine nos outros, chega de dar paz do Senhor enquanto não há mais paz em seu coração. Volte a andar na profecia: Tenha Convicções!

O Problema não está na prosperidade e sim na teologia triunfante. As igrejas se adaptaram as promessas da sociedade de consumo, apelos de lazer e entretenimento criados pela indústria cultural invadiram a igreja, se as bênçãos financeiras não acontecem às pessoas perdem a fé. A cobiça é da natureza humana, o somatório das cobiças individuais forma uma igreja capitalista. O conceito de Prosperidade como uma vida saudável foi trocado pela idéia de que se trata de um poder para consumir.

O mais importante de tudo isto é saber, que mesmo com tantos defeitos Ele ainda nos ama, e não nos ama pelo que fizemos, ou pelo que temos, não nos valoriza pelo que possuímos mas nos ama independente de qualquer coisa, a ponto de nos convidar a subir com Ele, para que Ele mesmo nos mostre seus segredos mais íntimos.

Shúúúúúú…

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A Divisão dos não sectários

Este tema a cerca da divisão do corpo de Cristo é um tema que mexe muito comigo eu escrevi um pouco sobre isso contanto um pouquinho de uma expêriencia neste assunto acredito ter sido o primeiro texto do blog.  Estou postando este texto de Watchman Nee, grande irmão chinês, que trouxe e continua trazendo uma profunda edificação ao corpo de Cristo com seus ensinos, que venhamos a refletir e que possamos nos arrepender(metanóia) mudar nossas mentes e nosso caminho no que diz respeito a este tema. Pedro Quintanilha ><>

Alguns cristãos julgam que são superiores aos que dizem: “eu sou de Cefas”, ou “eu sou de Paulo”, ou “eu sou de Apolo”. Dizem “eu sou de Cristo”. Tais cristãos desprezam os outros como sectários e, por esse motivo, começam outra comunidade. Sua atitude é: “Vocês são sectários, eu não. Vocês são cultuadores de heróis, nós adoramos somente ao Senhor”.

Mas a Palavra de Deus não apenas condena os que dizem “eu sou de Cefas”, ou “eu sou de Paulo”, ou “eu sou de Apolo”. Ela denuncia de maneira muito definida e clara aqueles que dizem “eu sou de Cristo”. Não é errado considerar-se como pertencendo só a Cristo. É certo e essencial mesmo. Nem é errado repudiar todo cisma entre os filhos de Deus; é altamente recomendável. Deus não condena essa classe de cristãos por qualquer dessas duas coisas; ele os condena pelo próprio pecado que eles condenam nos demais – seu sectarismo.

Como protesto contra a divisão entre os filhos de Deus, muitos crentes procuram separar-se daqueles que estão divididos em organizações humanas, sem jamais imaginarem que eles mesmos são divisores!

A base que eles tomam para divisão pode ser mais plausível do que a de outros que dividem por causa de diferenças doutrinárias ou preferências pessoais por certos líderes, mas permanece o fato de que eles estão dividindo os filhos de Deus. Mesmo quando repudiam o cisma onde ele ocorra, eles são cismáticos.

Dizem: “eu sou de Cristo”. Querem dizer que os outros não são? É perfeitamente legítimo que diga “eu sou de Cristo”, se sua observação significa simplesmente a quem pertence; contudo, se significa “eu não sou sectário, estou numa posição muito diferente de vocês, sectários”, então ela está estabelecendo diferença entre você e os demais cristãos. A própria idéia de distinguir entre os filhos de Deus tem suas origens na natureza carnal do homem e é sectária.

Se considerarmos os outros cristãos como sectários, enquanto considerarmos a nós mesmos como não-sectários, estamos com isso fazendo distinção no meio do povo de Deus e, dessa forma, manifestando um espírito de divisão até no próprio ato de condenar divisão. Não importa que meio usamos para fazer distinção entre os membros da família de Deus – mesmo que seja com base no próprio Cristo, estamo-nos tornando culpados de cisma no Corpo.

Qual é, pois, a atitude certa? Toda exclusividade está errada. Toda inclusividade (dos verdadeiros filhos de Deus) está certa. As divisões denominacionais não são bíblicas e não devemos ser partidários delas; porém, se adotamos uma atitude de crítica e pensamos: “eles são denominacionais, eu sou indenominacional; eles pertencem a seitas, eu pertenço só a Cristo” – tal diferenciação é, definitivamente, sectária.

Sim, graças a Deus, eu sou de Cristo, mas a minha comunhão não é simplesmente com os que dizem “eu sou de Cristo”, porém com todos os que são de Cristo. Não devo me importar tanto com o que eles dizem, mas com o que são. Não indago se eles são denominacionais, sectários ou não-sectários. Só indago: São de Cristo? Sendo de Cristo, então são meus irmãos.

Nossa posição pessoal deve ser indenominacional, mas a base de nossa comunhão não é indenominacionalismo. Nós mesmos devemos ser não-sectários, mas não ousamos insistir no não-sectarismo como condição de comunhão. Nossa única base de comunhão é Cristo. Nossa comunhão deve ser com todos os crentes numa localidade, não meramente com todos os crentes não-sectários nessa localidade.

Eles podem estabelecer diferenças denominacionais, mas nós não devemos fazer exigências indenominacionais. Jamais devemos fazer diferença entre nós e eles, só porque eles fazem distinção entre si mesmos e os outros. Eles são filhos de Deus, e o fato de fazerem distinção entre si mesmos e outros filhos de Deus não os impede de ser filhos de Deus. O denominacionalismo ou sectarismo deles significa que são impostas severas limitações ao Senhor no que tange a seu propósito e mente em relação a eles, e isso significará que nunca irão além de certa medida de crescimento e plenitude espirituais. Bênçãos pode haver, mas plenitude do propósito divino, nunca.

Em todo o tempo, devemos manter uma atitude de inclusividade, não de exclusividade, para com os crentes que se encontram em diferentes igrejas denominacionais, pois eles, assim como nós, são filhos de Deus e vivem na mesma localidade; portanto, pertencem à mesma igreja que nós. Quando usamos o termo “nós” em relação aos filhos de Deus, precisamos incluir todos os filhos de Deus, não somente aqueles que congregam conosco. Se, quando nos referimos aos “nossos irmãos”, não incluirmos todos os filhos de Deus, mas somente aqueles que se reúnem regularmente conosco, então somos cismáticos.

Não desculpo o sectarismo e não creio que devamos defender diferenças sectárias entre uma igreja e outra, porém não nos compete induzir as pessoas a deixar sua congregação, ainda que seja sectária. Se nosso principal interesse é levar as pessoas a um real conhecimento do Senhor e ao poder de sua cruz, então elas se entregarão alegremente a ele e aprenderão a andar no Espírito, rejeitando as coisas da carne. Verificaremos não haver necessidade de acentuar a questão das denominações, porquanto o próprio Espírito as esclarecerá. Se um crente não aprendeu o caminho da cruz e a andar no Espírito, que adianta ele sair de uma determinada igreja? Levará consigo o sectarismo, que é inerente à carne, para onde for.

(Texto extraído do livro “A Vida Normal da Igreja Cristã”, Watchman Nee, Editora Cristã Unida, edição atualmente esgotada)

Veja também: https://reinoesacerdote.wordpress.com/2009/04/15/a-divisao-esta-no-coracao/